<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129</id><updated>2011-12-09T10:45:56.361-08:00</updated><title type='text'>TODA PROSA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>61</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-7572769449536518460</id><published>2011-12-09T10:36:00.000-08:00</published><updated>2011-12-09T10:45:56.372-08:00</updated><title type='text'>Amizade com steinhaeger</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-O7WLe0QN_gk/TuJXRAU5DzI/AAAAAAAAAVk/OV85TwgMK8w/s1600/chop.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="158" src="http://2.bp.blogspot.com/-O7WLe0QN_gk/TuJXRAU5DzI/AAAAAAAAAVk/OV85TwgMK8w/s200/chop.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Tinha esquecido algo no carro e pediu a Túlio, seu grande amigo, que fosse com ela. E foram, cambaleando e se escorando mutuamente, efeito inequívoco da cerveja turbinada com steinhaeger.  Antes de entrarem na festa de novo, o rapaz encostou desajeitadamente na parede e puxou Rebeca pra perto dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E se a gente se beijasse? - ele disse, olhos fechados.&lt;br /&gt;- Beijar? Beijar como? &lt;br /&gt;- Ué, beijar. Na boca.&lt;br /&gt;- E amigos beijam na boca, ô Túlio? - riu, encostando a cabeça no peito dele.&lt;br /&gt;Túlio segurou o queixo da moça, forçando um contato visual. - Amigos podem fazer qualquer coisa. Um selinho. Só pra ver como é. Para de ser chata...&lt;br /&gt;- Bom... selinho tudo bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rebeca fechou os olhos e sentiu a boca macia, quente de Túlio. Era bom. Era muito bom, hein? E se deixou ficar ali, um tempão. Ele, então, foi parar em outra galáxia em segundos (steinhaeger ou o beijo?). E depois do que parecia uma eternidade, abriram os olhos em efeito slow motion, cara de bobos. Era muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Beca, posso ... - ele ia dizendo. Mas quem disse que a boca-louca de Rebeca deixou?  O que veio a seguir foi um senhor beijo, esfomeado, daqueles que só uma boa parede de alvenaria era capaz de suportar. Era um beijo voluptuoso: tinha sincronia e verdade. Paixão e ritmo. E não tinha fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acabou quando algum engraçadinho na rua buzinou e mandou os dois procurarem o motel mais próximo. Eles se encararam e bateu vergonha, dúvida. Resolveram voltar pra festa. "O que a turma deve estar pensando?" Lá, cada um ficou num canto, sorvendo suas bebidas, o que ficou bem esquisito, já que eles eram grudados, ele era o palhaço da turma, ela era a rainha das pistas. Quietos, estranhos. E, assim, a noite se arrastou, com os dois fervendo por dentro, vontade louca de continuar o que faziam lá fora - só um banho e cama podiam resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resolveu. E eles resolveram conversar. Tinham algumas saídas: fingir que nada tinha acontecido e reestabelecer a amizade, assumir que a amizade foi pro beleléu e curtir o momento, ou terminar tudo: amizade e romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou ficar com tudo - falou um Túlio empolgado, cara de "eureca".&lt;br /&gt;- Que quer dizer...&lt;br /&gt;- Ficar com a amizade e a transa. Por que tem que escolher entre uma coisa ótima e uma coisa melhor ainda? Pensa.&lt;br /&gt;- Eu... eu sei lá. Mas, peraí, que transa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se lá como, Túlio e Rebeca conseguiram ficar com os dois, o que quer dizer lidar também com o ônus de saber tudo um do outro ("olha lá o melhor sexo que você teve, acabou de chegar na festa" ou "eu sei que você morre de tesão pela Cristina..."). Mas a amizade e seus bônus - compreensão, generosidade, companheirismo, entrega, bom humor blablabla - levam vantagem sobre todo o resto. E temperados pela química, então...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-7572769449536518460?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/7572769449536518460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=7572769449536518460&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7572769449536518460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7572769449536518460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2011/12/amizade-com-steinhaeger.html' title='Amizade com steinhaeger'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-O7WLe0QN_gk/TuJXRAU5DzI/AAAAAAAAAVk/OV85TwgMK8w/s72-c/chop.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-668489977823154718</id><published>2011-11-19T14:01:00.000-08:00</published><updated>2011-11-19T14:07:16.114-08:00</updated><title type='text'>O 13 do tarô</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qign29DceCA/TsgodI4aOGI/AAAAAAAAAVY/JhMrt3mK3sg/s1600/foto4.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-qign29DceCA/TsgodI4aOGI/AAAAAAAAAVY/JhMrt3mK3sg/s320/foto4.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Era hora de andar com o cachorro. A cabeça latejando pedia uma neosaldina. Na verdade, duas. E assim foi. Medicada, fui me arrastando até a rua, puxada pelo pet. Podia virar à direita e seguir até a pracinha. Pra esquerda e o destino seria a banca de jornal. Mas resolvi atravessar a rua e ir em frente:  entrei no cemitério, esse meu vizinho tão peculiar e quieto.  Tranquilidade, silêncio, verde, alguns postes... tudo o que eu precisava naquele momento. Talvez precisasse mais que isso: precisava pensar na vida, com clareza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro, veio o pensamento da morte - meio óbvio, não fossem os novos contornos que a morte tomou naquele fim de tarde. Porque, claro, pensei na finitude, na única certeza que temos (morrer), na importância de dar valor às coisas que importam, na urgência de realizar sonhos e viver e tal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também pensei que as coisas precisam ter um fim pra que outras situações surjam. Ou simplesmente pra dar um fim às coisas mesmo, nem que nada surja por causa disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é difícil a última pá de cal... Que sacrifício assumir a morte de algo ou de alguém (figurado) e, assumindo, passar pelo ritual: velar, enterrar, tentar esquecer, seguir em frente. Nesse sentido, a morte é muito justa: não existe esperança. Acabou. Fim. Ninguém se engana a esse respeito. Você só tem uma saída a partir dali: aprender a viver sem. Uns se saem melhor, outros nem tanto. Outros simplesmente não conseguem e vivem a visitar a lápide, colocar flores (na maioria das vezes, de plástico - afinal, "as flores de plástico não morrem"), remoer a história, esperar o milagre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, o único milagre possível no fim definitivo de algo/alguém é a chance de viver algo/alguém novo. É o SEU recomeço e não o daquilo/aquele que morreu. Essa é a ressurreição possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria ficado muito mais ali, pensando na vida, ops, na morte,  nos enterros que preciso fazer, não fosse a escuridão que tomou o lugar. E se tem alguma coisa que me bota medo nessa vida é um cemitério à noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-668489977823154718?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/668489977823154718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=668489977823154718&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/668489977823154718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/668489977823154718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2011/11/o-13-do-taro.html' title='O 13 do tarô'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qign29DceCA/TsgodI4aOGI/AAAAAAAAAVY/JhMrt3mK3sg/s72-c/foto4.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-3577097536850307547</id><published>2011-11-10T04:46:00.000-08:00</published><updated>2011-11-10T04:46:04.823-08:00</updated><title type='text'>Simples assim</title><content type='html'>"Sou complexo/a". &lt;br /&gt;E diz isso de boca cheia, como se "ser complexo" fosse sinônimo de "ser melhor", de não fazer parte da média. Não ser medíocre.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, cara pálida, ser complexo é ser confuso. É a prova definitiva de que você está verde, tão verde que não consegue identificar (e nem lidar) com as emoções mais primárias. Ou prova que você quer se destacar a qualquer preço, ser diferente e, portanto, complexo, indecifrável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que você é indecifrável para você mesmo. E aí, toda essa linda e poética complexidade vira confusão. Enquanto isso, a vida, plena em sua simplicidade, passa a largo. Por que você não vê, está ocupado complicando as coisas, se afundando em questões que, em tese, não mereceriam tanta atenção. Nem mereceriam existir. Você está ocupado demais sendo complexo. A vida é curta, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me vangloriei de ser intensa, sem prestar atenção ao que a própria palavra traz: in-tensa. Tensa por dentro. E para quê? O que essa tensão acrescenta? Angústia, questionamentos? E, de novo, para que, se as escolhas mais acertadas que fiz na vida foram na base da intuição? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que resolvi ser simples. E resolver não quer dizer ser, de uma hora pra outra. É uma busca, um exercício. É tentar ver a beleza das coisas menores e aproveitá-las, curtir sem reservas. E comemorar cada pequena vitória. Essa parte foi/é fácil. Adoro celebrar - quem me conhece, sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser simples é se livrar de julgamentos, estar aberta a novidades, ao diferente. Não dá pra ser simples seguindo manuais, regras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, via de regra, ser simples é viver o momento e conviver com o passado com leveza, entendendo seus ensinamentos sem levá-los nas costas. Até por que qualquer peso extra atrapalha a jornada. Como olhar (de verdade) a paisagem com dor, sofrimento? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser simples e, quanto menos penso nisso, mais sou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-3577097536850307547?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/3577097536850307547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=3577097536850307547&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/3577097536850307547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/3577097536850307547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2011/11/simples-assim.html' title='Simples assim'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-8653292243837392277</id><published>2011-05-30T15:56:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T15:56:18.935-07:00</updated><title type='text'>Perspectiva</title><content type='html'>Ele sempre viveu como se fosse morrer cedo.  &lt;br /&gt;Não que verbalizasse isso: “vou morrer cedo”. &lt;br /&gt;Mórbido demais.&lt;br /&gt;Mas essa urgência de viver, essa falta de compromisso com as coisas e as pessoas... só podia ser a certeza de que não duraria para sempre. &lt;br /&gt;Não duraria nem algumas horas, bem dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era elétrico. Energético.&lt;br /&gt;Despreocupado. &lt;br /&gt;Mão aberta. Duro e endividado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitava até a última gota. &lt;br /&gt;Ia fundo até o último fôlego.&lt;br /&gt;Vivia do agora,&lt;br /&gt;como se tudo pudesse terminar a qualquer momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E não é isso mesmo?”, dizia sempre, profundo (ou irônico?)&lt;br /&gt;“Atenção, pode ser o último segundo da sua vida”. &lt;br /&gt;E soltava uma risada meio nervosa, angustiada,&lt;br /&gt;antes de sair agitado atrás de alguma emoção não vivida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então a conheceu.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;E pela primeira vez na vida torceu para que o agora&lt;br /&gt;durasse para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-8653292243837392277?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/8653292243837392277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=8653292243837392277&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8653292243837392277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8653292243837392277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2011/05/perspectiva.html' title='Perspectiva'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-7747528608839822812</id><published>2011-05-29T18:20:00.000-07:00</published><updated>2011-05-29T18:20:15.321-07:00</updated><title type='text'>Seu erro</title><content type='html'>Desculpa, mas você é burro. Só pode ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me perder assim, de uma vez, à toa, por nada e, pelo que eu saiba, ninguém?&lt;br /&gt;Eu, uma mulher que combina tanto com você. Que fez você se abrir (ou se descobrir um pouco, que seja, vai). &lt;br /&gt;Você, um cara tão, tão sério, comigo foi menino tantas vezes. E sempre sorriu quando esteve ao meu lado. &lt;br /&gt;Eu te faço rir. É fato. Você repete isso sempre. &lt;br /&gt;Mas então fez questão de me deixar ir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Você só pode ser burro. &lt;br /&gt;Desculpa a sinceridade. A franqueza rasgada. A raiva nas minhas palavras. &lt;br /&gt;Mas dá raiva mesmo. Tanta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque sei, tenho certeza, aliás, de que você tá sendo estúpido, tá perdendo tempo, o nosso tempo. &lt;br /&gt;Tá perdendo a chance de ser incrivelmente feliz e completo. E leve e solto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdendo a oportunidade de experimentar meu melhor momento. Meu momento maduro, de mulher inteira, que sabe que uma relação só pode dar certo quando os dois são minimamente livres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, “ficar junto” seria uma escolha, percebe? A escolha pelo prazer da companhia um do outro. O prazer de se dar prazer. E simplesmente ser um casal de duas pessoas inteiras -  duas pessoas melhores por fazer parte um da vida do outro. Assim seríamos nós. Duas pessoas melhores. Livres. Maduras. Felizes. Que se fazem bem. Que se fazem rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe... você é tão burro por não me querer que chego a ficar aliviada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(se é realmente estúpido assim, não deve servir pra mim).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-7747528608839822812?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/7747528608839822812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=7747528608839822812&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7747528608839822812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7747528608839822812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2011/05/seu-erro.html' title='Seu erro'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-211782288439928980</id><published>2010-11-17T16:57:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T17:31:13.643-08:00</updated><title type='text'>No vácuo</title><content type='html'>Quanto tempo dura um amor? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei, eu sei, o amor pode durar a vida toda. Desde que seja alimentado, penso. Ou pensava. Acontece que esse amor está durando demasiado. Mais do que deveria, já que não tem do que viver. Não vive de nada, além de lembranças, que, aliás, estão perdendo os contornos. Não existe mais contato – de espécie alguma. Não existem coisas em comum. Nenhuma foto está exposta, nenhum presente orna a casa. Nem o mesmo perfume está em uso. Nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então como pode esse amor ainda vingar? Vive do que, o infeliz? Vive de vácuo. Isso, de nada. Na total ausência de coisa alguma. Ali, naquele vazio todo, ele reina. Absoluto, resoluto. E talvez ele, o amor, nem seja mais amor. Seja um sopro, um último fôlego, algo que um dia pareceu amor. Mas que, por total falta de concorrente nos últimos anos, se apoderou do título. E desfila, pomposo, como sendo amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até quando ele se autossustenta? &lt;br /&gt;Quanto tempo ainda tem de vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo que durar uma ilusão, talvez?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-211782288439928980?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/211782288439928980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=211782288439928980&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/211782288439928980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/211782288439928980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2010/11/no-vacuo.html' title='No vácuo'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-4176261661554393818</id><published>2010-11-02T13:04:00.000-07:00</published><updated>2010-11-02T13:04:28.238-07:00</updated><title type='text'>Puro piacere</title><content type='html'>&lt;i&gt;Tchau&lt;/i&gt; no lugar do oi, rispidez no lugar de gentileza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trens que levam a todos os lugares, em todo lugar homens maravilhosos. &lt;br /&gt;Uma igreja belíssima em cada esquina, a história da civilização em cada canto. Lambretas por todo lado, minicarros em cada minúsculo espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinhos que instigam, massas que provocam, pizzas que frustram, tiramissú que surpreende. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o espresso tão escasso, tão forte e inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vaidade masculina desfila nas ruas, ofuscando mulheres normais. A frota de táxis, pilotada por espécimes de beleza incomum, só está disponível nos pontos. Nem tente pegar um táxi nas ruas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, nem tente resistir à comilança, à emoção de revisitar o passado. Muito menos resista ao charme rude do povo dali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas sorria. Aceite. Memorize.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a Itália é pedra bruta. &lt;br /&gt;E, por isso, &lt;i&gt;incomparabile&lt;/i&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-4176261661554393818?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/4176261661554393818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=4176261661554393818&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/4176261661554393818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/4176261661554393818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2010/11/puro-piacere.html' title='Puro piacere'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-2957199753896831791</id><published>2010-10-02T12:26:00.000-07:00</published><updated>2010-10-02T12:26:28.508-07:00</updated><title type='text'>Truco</title><content type='html'>Oi. Que bom que você veio. Me acompanha no vinho?&lt;br /&gt;Garçom? Desculpa... chama você, claro.&lt;br /&gt;Então, você deve ter estranhado meu convite. Mas é que preciso muito esclarecer umas coisas.&lt;br /&gt;Vou direto ao assunto, tá? O vinho tá ótimo, verdade. Pois é... Por que a gente terminou mesmo?&lt;br /&gt;Quer dizer... porque a gente brigou eu sei. O que eu não sei é porque depois você não quis voltar? Não era motivo pra terminar tudo, era?&lt;br /&gt;Fala a verdade, abre seu coração. Eu não to desenterrando isso pra gente ficar junto, eu sei que acabou. Tô sabendo do seu casamento... parabéns, viu? Foi rápido, né? Bacana...&lt;br /&gt;Mas é que tô num momento de resolver questões pendentes na minha vida e... isso, tô fazendo terapia, é muito bacana, você devia tentar um dia, todo mundo devia. Então... nosso término é uma questão pendente pra mim. Tipo, eu não entendo o que aconteceu. Me explica?&lt;br /&gt;Ahã... sei... lembro disso, claro... &lt;br /&gt;Mas não pode ter sido só por causa disso e...&lt;br /&gt;Ahã... jura? Você se sentia assim?&lt;br /&gt;Mas então foi culpa minha? Ahã... tem certeza?&lt;br /&gt;É claro que me sinto culpada, pô, a gente tinha uma coisa tão sensacional... fico pensando: onde eu errei? Quero mais vinho sim, obrigada.&lt;br /&gt;Ah, vai, devo ter errado em algo... Em algo grande pra você ter deixado de me amar e...&lt;br /&gt;Porque você me amava, né? É que você dizia que me amava...&lt;br /&gt;Como assim, talvez? É, eu lembro, na cama era fantástico, mas não dá pra confundir. Acho.&lt;br /&gt;Mas, se voce não me amava, tudo faz sentido agora. Terminou porque voce não me amava. Simples.&lt;br /&gt;Não existe mais ou menos.&lt;br /&gt;Brava? Não... to brava não. To rindo de alívio. É. Eu na verdade não tive culpa. E eu achando esse tempo todo que eu tinha estragado tudo. Nem tinha nada pra estragar... que bom. Bom mesmo... Puxa... nada como conversar pra resolver as coisas, né?&lt;br /&gt;Que bom que você veio. Quero mais vinho sim, obrigada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-2957199753896831791?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/2957199753896831791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=2957199753896831791&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2957199753896831791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2957199753896831791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2010/10/truco.html' title='Truco'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-1592953348293828308</id><published>2010-09-12T16:34:00.000-07:00</published><updated>2010-09-12T16:36:30.132-07:00</updated><title type='text'>Refresh</title><content type='html'>Se a vida é cíclica, a minha é mais. &lt;br /&gt;É que preciso de momentos como esse. De renovação. &lt;br /&gt;Devo ser movida ao novo, ao desconhecido, sei lá. Gosto de brincar com o risco, testar a sorte, deixar o Universo dar as cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é coragem, não se iluda. É um otimismo incurável.&lt;br /&gt;Inflamado pelo desejo de ser livre.&lt;br /&gt;E com a benção do meu passado: tudo sempre deu certo. Porque não daria agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sou eu começando uma nova fase. De novo.&lt;br /&gt;Sorriso teimoso no rosto. &lt;br /&gt;E não é arrogância, juro. Deve ser felicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-1592953348293828308?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/1592953348293828308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=1592953348293828308&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/1592953348293828308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/1592953348293828308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2010/09/reinicio.html' title='Refresh'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-5868206483629385385</id><published>2010-01-25T13:13:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T13:14:58.629-08:00</updated><title type='text'>(quase) amor: carta a SP</title><content type='html'>São Paulo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é o seu aniversário - e o desejável era que eu te enchesse de elogios. Que falasse de gratidão, de respeito e de amor. Fiz isso anos e anos, sempre com muita verdade. Mas, Sampa, hoje eu não consigo. Não dá pra te tratar de forma apaixonada. Eu e você, estamos em crise. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que ainda existe carinho. Admiração. Amor, até. Mas não daqueles incondicionais. O amor que temos para hoje é:  ‘te amo nos finais de semana e feriados’, ‘amo você quando não chove’, ou ‘dentro da segurança do meu apartamento’.  Meu amor por você se encontra na patética categoria do “quando”:  ‘te amo, São Paulo, quando estou fervendo numa das suas baladas incomparáveis’. ‘Amo quando quero ir ao cinema e sempre encontro uma sessão disponível, quando quero comer e em qualquer esquina tem uma refeição incrível, ou quando vejo que aquela turnê internacional confirma sua passagem por aqui’. Porque é aqui onde tudo acontece, certo? Sim. E daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa relação hoje é essa, cidade: amo você quando isso ou quando aquilo. Não é sempre. Aliás, é raro. Porque na maior parte do tempo me enervo, perco a paciência, te questiono (e me questiono). Sei que tudo que tenho devo a você. Mas sei também o duro que dei pra, ao seu lado, conquistar o que é meu. Estamos quites, não estamos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que tudo o que sou é reflexo da minha experiência contigo. Uma discipula à sua imagem e semelhança: inquieta, ambiciosa, batalhadora, cosmopolita. O problema é que ando repensando esse conjunto de “qualidades”. Tanto agito não anda me fazendo bem. Nem a mim, muito menos a você, cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não existe outra na minha vida. Não penso em me mudar pra lugar algum (bem, talvez passe pela minha cabeça vez ou outra, encurralada em suas avenidas, sufocada pela nuvem permanente de monóxido de carbono, ou ameaçada pela correnteza que se forma em 5 minutos de chuva forte. Pensando bem, situações como esta estão se tornando corriqueiras. Considerar abandonar você é traição?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, SP, estamos presas uma à outra – as pessoas que amo estão aqui, minha carreira está aqui, algumas conquistas pessoais também.  Talvez o amor esteja se transformando em dependência. Talvez seja só uma fase. Ou eu esteja ficando velha para uma relação tão intensa. Talvez eu queira a sorte de um amor tranquilo (para, em dias, descobrir que nada tenho de pacata e morreria de tédio em tempo recorde). Talvez eu precise de um amante. Uma casa do mato. Pra voltar a ter olhos para sua beleza não-óbvia. Pra voltar a me apaixonar por você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, parabéns, Sampa! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amo (ainda que de vez em quando).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-5868206483629385385?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/5868206483629385385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=5868206483629385385&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/5868206483629385385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/5868206483629385385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2010/01/quase-amor-carta-sp.html' title='(quase) amor: carta a SP'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-1377057818693600808</id><published>2010-01-12T15:46:00.000-08:00</published><updated>2010-01-12T16:06:03.704-08:00</updated><title type='text'>#twittealgomuitoantigo</title><content type='html'>fazer listas diversas; mimeógrafo; lado a/lado b; compromisso; paste-up; paçoca Amor; coleção de papel-de-carta; carta de amor; "Sala Especial" às 6af; Fantástico; cartão de ponto; prostituição; Mandic; passa-anel; telejogo; noivado; telex; Boris Casoy; lista telefônica; politicagem; fidelidade; óleo bronzeador; ICQ; baile de debutante; cavalheirismo; Madonna; Programa Silvio Santos; "rosto" de fax; Aeroanta e Dama Xoc; intervalo comercial; cartão de natal; quadro-negro; Gretchen; hora do recreio; lanterninha de cinema; pega-vareta; chat; homem com H.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-1377057818693600808?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/1377057818693600808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=1377057818693600808&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/1377057818693600808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/1377057818693600808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2010/01/twittealgomuitoantigo.html' title='#twittealgomuitoantigo'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-8734535087711499731</id><published>2010-01-12T07:16:00.000-08:00</published><updated>2010-01-12T08:03:13.757-08:00</updated><title type='text'>Amor Red Label</title><content type='html'>Fazia tempos que ela não amava ninguém. Anos. E essa ficha caiu no reveillon, entre o barulho ensurdecedor dos fogos, sufocada pelos abraços de parentes e até de desconhecidos encorajados pela cidra quente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não amava fazia séculos! E mais um ano se iniciava, cutucando sua fé, instigando a esperança do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era mesmo amar e ser amada? Quando aconteceu, onde estava? Qual era seu astral? Que tipo de roupa vestia? Alguma cor em especial? Ela estava à procura quando encontrou o amor ou ele simplesmente aconteceu? Queria tanto amar de novo que faria o que fosse preciso. Ou não faria nada, se essa fosse a saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando o céu pintado de cores e luzes, ela inspirou tão profunda e dolorosamente que sentiu o corpo inflar. E pensou que, além de ar, ela tinha o peito cheio, cheio de amor. A cabeça, a boca, os olhos, as entranhas lotadas de amor, um amor acumulado por anos (que pareciam séculos), pronto para transbordar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expirou devagar, olhos pregados no céu negro rabiscado de fogos, e percebeu que tinha amor pronto para vazar, e que assim que ele saísse de dentro dela, seria capaz de inundar ao redor. A situação era calamitosa: sentia que, pelos seus poros, o amor estava saindo. Ela transpirava amor e aquilo não pareceu terreno. Chegava a ser indecente. Instintivamente, cerrou os olhos. Se abraçou com força, sem carinho. Era a auto-censura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela voltou a olhar o espetáculo nos céus. Tudo acontecendo tão desordenadamente. Tão bonito, sem pudor... E fez o inevitável paralelo: assim também era o amor. Um espetáculo aberto ao público. Porque só do lado de fora da gente, externo e exibindo-se, é que aquilo passava a ser amor de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou, por fim, na sorte do próximo camarada. Ele ia ganhar dela, naquele ano que se iniciava (ela tinha certeza!), a melhor espécie de amor que existia: o destilado pelo tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-8734535087711499731?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/8734535087711499731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=8734535087711499731&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8734535087711499731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8734535087711499731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2010/01/amor-red-label.html' title='Amor Red Label'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-1356315843580982862</id><published>2009-08-10T20:05:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T21:48:56.406-07:00</updated><title type='text'>Estudo de caso</title><content type='html'>Amizade entre homem e mulher? &lt;br /&gt;Ô, colega, assunto irritante...&lt;br /&gt;Por quê? &lt;br /&gt;Porque... porque sim. Eu até acreditava em amizade entre os sexos - e sem sexo. Mas olhando bem de perto, bem de pertinho, eu tive que reconsiderar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fê, por exemplo. Amigaça. Boa de papo, uma cabeça... Sempre tem um conselho bacana, uma opinião interessante. Crânio. Mas é feia. Bem, não é assim feia, feia... É sem graça. Eu não pegaria, sabe? Meio tábua, sem curvas, um nariz avantajado. Inteligente-feia, manja a peça? Quando usei minha relação com a Fê pra defender a amizade entre homem e mulher, vieram com a pérola: "homem só consegue ser amigo de mulher feia". Fiquei de cara com isso! Mas, pensando bem, o fato dela ser, assim, sem sal, ajuda. Adoro a Fê, puxa... Mas, não rola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, tem a Claudia também. Claudinha. Gata, viu? Tão gata que, logo que conheci, tive que ir pra cima. A gente ficou junto tipo umas 3, 4 vezes. Altas loucuras. Mas daí o tempo passou, a química esfriou, pintaram umas amigas dela muito das interessantes... Só sei que a gente partiu pra amizade. Foi natural. Apresentei os caras pra ela, ela socializou as amigas, cada um rodou a banca do outro... Tudo na irmandade. Até porque ela é muito engraçada, a gente morre de rir na companhia um do outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, eu sempre me vangloriei da amizade com a Claudinha, mas aí me disseram: “assim não vale. A amizade de vocês só rola porque a tensão sexual não existe mais”. Então quer dizer que a gente só consegue ser amigo de verdade porque já nos "experimentamos"? Pois é, colega. Disseram que é por causa disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses, o Chicão veio me pilhar com esse papo de amizade entre homem e mulher lançando a tese, segundo ele, definitiva: “só é amizade mesmo se você passar pelo teste da cama”. Decifrando: amigo que é amigo passa a noite numa mesma cama  e nada, mas NADA mesmo acontece. Nem pau duro, nada, disse o Chicão. Ai o Chicão me instigou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encuquei na hora. A Fê, por exemplo. Eu dormiria com a Fê. Mas e se ela viesse se encostando, luz apagada e tal... Me conheço! De luz apagada é sacanagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Claudinha? Podia até passar no teste com a Claudinha. M-A-S – e sempre tem o “mas” – só se não rolarem confissões de alcova antes de dormir. Ô mania que ela tem de falar sobre as transas dela... Aí, ó, só de pensar fico “esperto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, e tem a Lara. Te falei da Lara? A Lara é lá do bairro. Amiga desde, ah, cara, desde sempre. Ela é molecona, sabe? Desbocada. Sem frescuras, nunca teve vaidade, esses papos de se vestir assim-assado, decote, roupa justa, essas paradas. A gente era amigo tipo brother. De ir junto pro estádio, de tomar todas no bar. Amigos o suficiente até pra fazer uma proposta ousada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem rodeio, falei pra Lara da tese do Chicão. O teste da cama. E da minha intenção de desbancar o "dr." Chicão em seu mestrado sobre o assunto. Exagerada, a Lara soltou um palavrão, riu com gosto - e topou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra apimentar a brincadeira, a gente combinou de dormirmos num motelzinho fuleiro perto de casa – numa quarta-feira, dia de jogo na TV, claro. Foi chegar, ela deu as ordens: “coloca na Globo e pega uma cerveja pra gente!”. Então sumiu no banheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou um tempo - e, confesso, tinha até me esquecido da Lara (o jogo tava lá-e-cá) - ela reaparece vestida com um, como chama aquilo? Um babydoll, micro, micro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se fosse a coisa mais normal do mundo estar seminua do lado do seu “brou”, ela pulou na cama, xingou o juiz e roubou a cerveja da minha mão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Que sede!”, disse ela, sacando sua frase-padrão-pré-primeiro-gole-de-cerveja. E, default, tomou um senhor gole. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco de cerveja escapou da boca rósea e carnuda da Lara que tentou, em vão, conter o líquido passando sua língua molhada preguiçosamente por ali. O filete de cerveja seguiu pescoço abaixo e tomou o rumo do decote dela, emparedado pelos tenros morros morenos que despontavam por ali e então... então eu não aguentei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo era demais, DEMAIS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui embora, indignado. Puto. &lt;br /&gt;Isso é coisa que uma amiga de verdade faça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(desde aquela noite, tenho evitado o Chicão...)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-1356315843580982862?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/1356315843580982862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=1356315843580982862&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/1356315843580982862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/1356315843580982862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/08/estudo-de-caso.html' title='Estudo de caso'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-7579754858289836493</id><published>2009-07-11T11:49:00.000-07:00</published><updated>2009-07-11T11:54:21.095-07:00</updated><title type='text'>A culpa é do meu pai</title><content type='html'>Sou muito exigente em relação aos homens. E o fato é que estou sozinha. &lt;br /&gt;Mas existe um culpado – e não sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa do meu pai. É verdade. Culpa dele por ser meu exemplo de homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cara com o coração maior que a barriga (e olha que ele tem uma baita barriga). Que sabe, de tudo, um pouco – aliás, pouco, não. Ele manja bastante de quase tudo, é incrível. Inteligente até dizer basta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem que, se não sabe, vai atrás pra saber. Sem preguiça. Nenhuma preguiça. Que, fuçando, conserta qualquer coisa. De carro a liquidificador. De máquina de lavar a torradeira, incluindo aí minhas bijuterias. Um homem que, mais que trocar lâmpada, resolve qualquer problema elétrico. Porque tem boa vontade, porque adora um desafio. E porque é inteligente pra caramba – já disse isso, eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai é daqueles que sai de madrugada se alguém, qualquer um, ligar pedindo ajuda. Que pula da cama a qualquer sinal de que alguém precise dele. E olha que sempre precisam, porque ele sempre resolve. Não existe nada que ele não tenha uma solução, seja paliativa, seja definitiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é um homem, entendem? Que sabe o que fazer, quando fazer, como e porquê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, apesar ou além disso tudo, ele é um doce. A pessoa mais doce e justa que conheço. De um bom humor contagiante. Que se emociona com facilidade – e até chora, escondido, mas chora. Chorou quando soube que fiquei mocinha, quando me viu de biquini, uma mulher feita, quando me flagrou beijando um namoradinho do colégio, quando soube que eu estava grávida. Um cara sensível, pro lado bom e pro ruim também. Que, certa vez, ao menor sinal de problema financeiro, sofreu tanto pela família que foi parar no hospital, veias entupidas, confronto com a morte. Eu era bem nova, mas lembro bem: daquele dia em diante, todos tínhamos que minimizar as tensões, livrá-lo de qualquer nervosismo e das emoções mais fortes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas meu pai não é homem de sentimentos frouxos. Ele sofre, se angustia, mas age. Admiro muito isso. A atitude. A resolução, mesmo que em detrimento do seu próprio conforto. Meu pai é, para desespero da minha mãe, um mão aberta. Mas, mais que isso, é uma alma pura e aberta a tudo e a todos. Que oferece conforto, proteção, guarida a quem estiver por perto. Que ampara e deixa qualquer um seguro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso que espero dos homens. Do meu homem. &lt;br /&gt;E se é um desvio psicológico essa busca pelo pai no parceiro amoroso, sorte a minha ter tido um exemplo tão generoso em casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte tê-lo ainda por perto e sempre tão perto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-7579754858289836493?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/7579754858289836493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=7579754858289836493&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7579754858289836493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7579754858289836493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/07/culpa-e-do-meu-pai.html' title='A culpa é do meu pai'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-7537489832748646678</id><published>2009-05-31T08:23:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T08:57:53.685-07:00</updated><title type='text'>Meu reino por um homem-herói</title><content type='html'>O psicanalista e “galã” Contardo Calligaris ganhou as páginas amarelas da Veja para dizer aquilo que eu suspeitava: o homem precisa ser venerado como um super-herói pelas mulheres. Ao perder papéis, ver escoar ralo abaixo suas “funções” de macho, se encontra desamparado, sem rumo e totalmente confuso ao lado da fêmea, sem saber o que fazer, como agir, onde e quando atuar. O sentimento é de frustração, porque tudo o que ele almeja do seu par é ser admirado, como um ser com poderes quase sobrenaturais. Como disse e enfatizou Contardo, ele quer carinho e compreensão. Quem não quer? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso entender tudo isso. Consigo até me solidarizar com o “novo homem” e sua angústia. Mas o que não compreendo é porque ele não se torna realmente uma pessoa a ser admirada ao invés de gastar sua energia em se vitimizar... Nós, mulheres, queremos um homem-herói. Um cara de decisão, que tenha iniciativa, que corra atrás dos seus sonhos, que não tenha medo de compromisso, que saiba o que quer, que nos proteja, nos leve adiante, que espante nosso temor do futuro, nossa insegurança atual. Ou seja, os papéis masculinos estão aí... só mudaram. Não é mais preciso ser provedor. Mas tem que ser homem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostamos de nos sentir rainha, sim, mas só um verdadeiro rei sabe fazer isso. E faltam monarcas na praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desencontro está instalado. Homens querem se sentir heróis, mulheres querem ser Lois Lane. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ninguém faz nada pra essa ficção se tornar realidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-7537489832748646678?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/7537489832748646678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=7537489832748646678&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7537489832748646678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7537489832748646678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/05/meu-reino-por-um-homem-heroi.html' title='Meu reino por um homem-herói'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-8638096072308887237</id><published>2009-05-20T18:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T18:51:18.436-07:00</updated><title type='text'>Olhos nos olhos... (quero ver o que você diz)</title><content type='html'>Existe uma corrente que acredita firmemente na resolução de mal-entendidos amorosos pelo enfrentamento (literal). Isso quer dizer: procurar os exs pra questionar o que afinal deu errado. Ahá! Então existem outras neuróticas espalhadas pelo mundo... &lt;br /&gt;Sim, já fiz isto (ir atrás, desenterrar histórias) e, quer saber? Foi redentor. Se eu indico? Depende. Tem gente que usa esse subterfúgio pra experimentar a adrenalina de ter um encontro com um ex (ou ainda) grande amor. Outros no fundo nutrem a esperança de uma reconciliação - ou de um remember fenomenal no motel mais próximo. Acho que vale a pena quando realmente algo ficou no ar, as coisas não se encaixam e você precisa entender o que se sucedeu pra, ufa, seguir em frente. No meu caso, no último caso, sentia como se uma bola de ferro, daquelas que a gente vê só em desenho animado, estivesse presa no meu tornozelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo sobre o assunto na “literatura” auto-ajuda, senti o ímpeto (foi mais forte que eu) de listar os meus maiores pés-na-bunda. Engraçado foi sacar que só 3 homens realmente arrasaram meu coração. Óbvio que houveram outros rompimentos, alguns desencontros e tal, mas 3 conseguiram me deixar de molho por longos meses (ou anos), frustrada, desgostosa da vida. Arrasada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Apolo, Sr. Sorriso e Sr. Perfeito. A trinca de heartbreakers profissionais que passaram pela minha vida. Talvez um dia eu fale mais sobre eles aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que, em retrospecto, vi que cada fossa vivida foi um aprendizado para toda a vida. Que aquele sofrimento todo, sem sacanagem, valeu para muitas coisas. E que sempre que vamos atrás do algoz em busca de respostas, a verdade é sempre mais idiota do que a gente imagina - e então o mito vira gente-como-a-gente. &lt;br /&gt;Ou, às vezes, menos que isso. É boooommm.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-8638096072308887237?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/8638096072308887237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=8638096072308887237&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8638096072308887237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8638096072308887237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/05/olhos-nos-olhos.html' title='Olhos nos olhos... (quero ver o que você diz)'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-968444693522484211</id><published>2009-05-04T09:59:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T10:22:34.349-07:00</updated><title type='text'>MSN-terapia</title><content type='html'>Inspirada pelo &lt;a href="http://www.briefingcomfritas.com.br/?p=873"&gt;Briefing com Fritas&lt;/a&gt;, resolvi prestar mais atenção aos recados que acompanham (ou às vezes substituem) os nomes do MSN. Verdadeiras pérolas freudianas. Mini-divã virtual. É de rolar de rir, ou de morrer de chorar, em alguns casos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Categoria "sou profundo, é daí?":&lt;br /&gt;Nada é e sim está.&lt;br /&gt;É ou não é.&lt;br /&gt;A vida é bela, aprenda a vivê-la.&lt;br /&gt;Macieira dá maçã, goiabeira dá goiaba, saiba o que esperar das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Categoria "eu me basto":&lt;br /&gt;Sou + eu.&lt;br /&gt;Me, myself and I.&lt;br /&gt;Linda, absoluta. Tipo Stephany.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Categoria "lição de moral ambulante":&lt;br /&gt;A serenidade é a virtude do silêncio. Portanto, cale-se!&lt;br /&gt;Podia ser pior. Veja o copo meio-cheio, sempre.&lt;br /&gt;Felicidade não cai do céu como chuva, conquiste a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Categoria "noção-alguma"&lt;br /&gt;Planta Mamífera.&lt;br /&gt;Nunca vi um animal selvagem ter pena de si mesmo.&lt;br /&gt;O que importa ñ é a força da pancada q vc pode dar, e sim a força da pancada que vc pode suportar pra levantar e bater de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Categoria "a quem interessa?":&lt;br /&gt;Preguiça de depilaaaar...&lt;br /&gt;Hj faz 10 meses que não dou! Aula, pessoal... aula.&lt;br /&gt;Ai, ontem... (suspiro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-968444693522484211?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/968444693522484211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=968444693522484211&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/968444693522484211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/968444693522484211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/05/msn-terapia.html' title='MSN-terapia'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-8709221071567407078</id><published>2009-04-22T16:43:00.001-07:00</published><updated>2009-04-22T16:43:59.741-07:00</updated><title type='text'>Luz...cidez</title><content type='html'>Fez uma grande, uma enorme descoberta e, a partir dali, em estado de choque, passou a ver o que a cercava em câmera lenta, com cores saturadas e leves distorções. Uma música triste –sabe-se lá como - entrou na cena, perfeita trilha sonora para o que acabara de descobrir. Foi naquele momento, sem razão de ser, que ela teve a certeza de que tudo o que sentia, todo aquele amor, aquela urgência, não passava de um grandessíssimo mal-entendido.  Ela definitivamente não gostava dele. Gostava, sim, do que ele representava para ela. Parecia sutil, mas quando ela finalmente enxergou a diferença, percebeu o quão gigantesco era o abismo que separava aquele sentimento menor do amor.&lt;br /&gt;Foi preciso esfregar os olhos, respirar fundo e ordenar as emoções. Já sabia o que se passava, de verdade. Era hora de descobrir o que fazer com a revelação. Descartando, por motivos óbvios, a hipótese de sair em disparada, leve e louca, bradando “eureka”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-8709221071567407078?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/8709221071567407078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=8709221071567407078&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8709221071567407078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8709221071567407078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/04/luzcidez.html' title='Luz...cidez'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-7162223610181403292</id><published>2009-04-21T20:17:00.000-07:00</published><updated>2009-04-21T20:31:24.398-07:00</updated><title type='text'>Carta de Anabel aos céus</title><content type='html'>"Querido Papai do Céu,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(sei que, completando 30, não cabe mais chamá-lo assim, mas resolvi resgatar um hábito da minha infância, quando escrevia pra você e aquela Caloi, ou outro objeto de desejo, apareciam sem falhas debaixo na minha janela dias depois. Tudo bem que era Natal, mas...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, Papai do Céu, o caso é mais complicado do que uma Caloi em véspera natalina... rascunho essas linhas pra te pedir um namorado! E não qualquer um. Você sabe, Papys, sempre fui seletiva e, com o passar dos anos (e eles teimam em passar) apurei bastante o querer. No frigir dos ovos, sei bem qual o recheio que quero na minha próxima omelete, se é que me fiz entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero um namorado charmoso (veja que abri mão do item “bonito”), que exiba um belo sorriso. Daqueles francos, que desarmam e apaixonam. E que seja alto, pra gente formar um casal proporcional, de dar gosto de ver, sabe? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero um cara, pra variar, alguns anos mais velho que eu (olha que mudança significativa). E que esteja no rumo certo em sua carreira, ou que esteja buscando se encontrar, mas sem frustrações. Preferencialmente que já tenha um filho, ou mais de um, não me importo. Adoro família grande. Aliás, que ele seja bem “família”. E que seja muito bem resolvido com sua ex. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em resolvido, espero que ele não precise provar nada pra ninguém. Que não seja exibicionista, fanfarrão, que não precise de platéia, que seja até um pouco tímido... Mas que goste de gente, de agito, de risadas, de emoção. Que ame música, que toque um instrumento (violão?), que saiba dançar um pouco e que seja louco por livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero um namorado que não seja mais vaidoso que eu (por favor!), que não viva de dieta e que beba, sim, uma cerveja com gosto. Um cara despojado, que aprecie os prazeres da vida sem &lt;em&gt;nóias&lt;/em&gt; (Você sabe o que isso quer dizer, certo? Ah, ok). Que passe por espelhos sem mirá-los. E que não tenha uma balança digital no seu banheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem que jogue futebol – uma, duas vezes por semana - com os velhos amigos (ele tem muitos amigos!). E que esse seja o único esporte que pratica, porque não? E mais: que ele manje bastante sobre a matéria. Nem precisa torcer pro meu time. Basta entender. E gostar. Como é másculo um homem fanático por futebol! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra finalizar, quero um namorado-homem. Hétero, sim, mas não é disso que tô falando, Engraçadinho... um homem com H maiúsculo, com pegada, com presença, com atitude. Que decida pra onde vamos na maioria das vezes, que ande na frente mas sempre segurando minha mão, abrindo caminho pra nós dois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dê passos largos na vida – e que me leve junto. &lt;br /&gt;Que me encha de orgulho, de admiração. E me preencha de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dúvidas? Você é o que tudo sabe, o que tudo pode... vai achar esse cara pra mim, não vai?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com carinho (e esperança)&lt;br /&gt;Anabel&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-7162223610181403292?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/7162223610181403292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=7162223610181403292&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7162223610181403292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7162223610181403292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/04/carta-de-anabel-aos-ceus.html' title='Carta de Anabel aos céus'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-3366248941058118482</id><published>2009-04-13T20:44:00.000-07:00</published><updated>2009-04-13T21:05:57.622-07:00</updated><title type='text'>Disk-ilusão</title><content type='html'>- Que sorrisinho é esse?&lt;br /&gt;- Mensagem do cara!&lt;br /&gt;- E?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela mostra o celular, toda orgulhosa. O sms não deixa dúvidas. O cara requeria a presença de Aline. Naquele momento. "Tô te esperando, ñ demora. C". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que depressa, Aline sacou uma nota de R$ 20 da bolsa, estendendo-a sob a garrafa de cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, espera aí. Toma mais uma. A gente acabou de chegar.&lt;br /&gt;- Nem dá, Gil... O cara tá me esperando.&lt;br /&gt;- Eu li, mas é, tipo assim, delivery? Ligou, recebeu em casa?&lt;br /&gt;- Ai amiga, não é isso. Eu tô super na pegada. Nosso lance é assim, sem compromisso. Garçom? GARÇOM! Suspende minha empanada. Tô vazando!&lt;br /&gt;- Então o lance tá resolvido na sua cabeça, que bom! Mas e se ele quisesse namorar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já de pé, ela responde de bate-pronto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu namorava no ato, gata, é claro.&lt;br /&gt;- E, me diz: esse delivery rola faz quanto tempo?&lt;br /&gt;- Putz, acho que uns 4 anos... por aí. É muita química, é pegação... é tão bom, Gil. Tô indoooo...&lt;br /&gt;- Tá, vai nessa, sua louca. Mas e a reunião de amanhã cedo? Você vai com essa roupa mesmo? &lt;br /&gt;- Imagina, vou pra casa depois.&lt;br /&gt;- Pra casa? Tarde da noite? Porque não dorme no cara?&lt;br /&gt;- Eu nunca durmo no cara. Nunca dormi. Faz parte das regras. Eu acho... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aline arria na cadeira gelada de alumínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acha?&lt;br /&gt;- Ele nunca me convidou pra dormir lá. Tipo, acaba nosso amorzinho, eu me arrumo e vou embora. Seja a hora que for... e vou... embora. Pra minha casa, longe pra caramba... e...&lt;br /&gt;- E? &lt;br /&gt;- Ele me diz pra eu ligar quando chego em casa, mas nunca atende a porra do celular. Me fala depois que dormiu, que tava cansadão. Mas que fica tranquilo porque vê no dia seguinte que eu liguei.&lt;br /&gt;- Aline... &lt;br /&gt;- Ele se importa, Gil. Do jeito dele, mas se importa, sabe?&lt;br /&gt;- Amiga...&lt;br /&gt;- Ele nunca me prometeu nada e... pô...&lt;br /&gt;- Vem cá, vem. Não fica assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas se abraçam demoradamente. O garçom olha a cena, comovido - e um tanto excitado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-3366248941058118482?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/3366248941058118482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=3366248941058118482&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/3366248941058118482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/3366248941058118482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/04/disk-ilusao.html' title='Disk-ilusão'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-8562521064050463095</id><published>2009-04-05T17:56:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T18:19:52.333-07:00</updated><title type='text'>Ahã...</title><content type='html'>Nunca fui de fantasiar. Por proteção, ou crueldade, busco a verdade por trás de todo e qualquer ato. &lt;br /&gt;Pra mim, um não-telefonema sempre quis dizer "desinteresse". Os foras, sumiços, atrasos significam "não dou a mínima".&lt;br /&gt;E os términos não passam de falta de amor. &lt;br /&gt;Nunca vi, escondidas nas atitudes, mensagens subliminares como "ele não estava preparado", "eu era a pessoa certa no momento errado", "minha personalidade o afugentou", "estávamos em sintonia diferente", "ele quis me poupar". &lt;br /&gt;Homens são binários e jamais teriam essa complexidade.&lt;br /&gt;Ele não estava a fim. Simples assim.&lt;br /&gt;E se ele não está a fim, automaticamente também não estou. Qualquer traço de masoquismo em mim deve ter ficado na encarnação passada. Vim pra essa vida resolvidíssima. Dou valor a quem me dá valor. Ligo para quem liga pra mim. Abro meu coração quando sinto uma entrega verdadeira. &lt;br /&gt;Não sei jogar, não aposto, não corro atrás, não uso de artimanhas.&lt;br /&gt;Nem quero reverter situação alguma. Se começa a dar trabalho, é porque não é pra ser.&lt;br /&gt;Posso ter perdido oportunidades, mas nunca minha dignidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-8562521064050463095?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/8562521064050463095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=8562521064050463095&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8562521064050463095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8562521064050463095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/04/aha.html' title='Ahã...'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-4703940258248014045</id><published>2009-03-31T18:26:00.001-07:00</published><updated>2009-03-31T18:46:26.858-07:00</updated><title type='text'>Fazendo figa</title><content type='html'>No dia da mentira, uma seleção dos mais deslavados e populares embustes de todos os tempos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No altar, sob juramento: “até que a morte nos separe”&lt;br /&gt;Cobrada pelas obrigações do casamento: “tô com uma dor de cabeça...”&lt;br /&gt;Na cama, em momento ué: “isso nunca me aconteceu antes”&lt;br /&gt;Na cama, em momento uau: "gozei sim, noooossa"&lt;br /&gt;No término da relação: “não é você, sou eu”&lt;br /&gt;Ao final do encontro: “te ligo”&lt;br /&gt;Na admissão: “e depois de uns meses, a gente reconversa o salário”&lt;br /&gt;Na demissão: “é uma reestruturação...”&lt;br /&gt;No culto: “quem paga o dízimo, está dando a Deus”&lt;br /&gt;Em frente ao motel: “não vou fazer nada que você não queira”&lt;br /&gt;Depois, lá dentro: “fica calma, só coloco a cabecinha...”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-4703940258248014045?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/4703940258248014045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=4703940258248014045&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/4703940258248014045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/4703940258248014045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/03/fazendo-figa.html' title='Fazendo figa'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-2806281272093547791</id><published>2009-03-31T10:54:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T11:07:01.909-07:00</updated><title type='text'>Dogville</title><content type='html'>Quando se é preciso abrir mão de algo ou alguém que nos é muito caro, parece que junto vai nossa alma. O que temos de bom, de luz. Vai embora nossa parte criança, a parte que acredita no triunfo do bem sobre o mal, na vitória dos que realmente merecem, na recompensa automática - e justa - pelo esforço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vai aquele pedaço da gente que espera, e crê de verdade, num final feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-2806281272093547791?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/2806281272093547791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=2806281272093547791&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2806281272093547791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2806281272093547791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/03/dogville.html' title='Dogville'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-2309208832586340462</id><published>2009-03-27T16:27:00.000-07:00</published><updated>2009-03-27T16:29:13.776-07:00</updated><title type='text'>Qual é a música?</title><content type='html'>Numa noite quente de sábado, acompanhada do seu iPod no modo “randômico”, resolveu arrumar a caixa de fotos. E foi assim que traçou uma interessante relação entre os homens que teve ao longo da vida e os estilos musicais. Um exercício divertido – e revelador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro namorado era puro rock´n´roll. Transpirava rebeldia, atitude. Era autêntico. Ousado. Energético. Mas over para uma principiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o namorado seguinte era envolvente, hipnotizante como a música eletrônica. Mas, também como ela, era raso, superficial. E cansou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro ... quem foi o terceiro? Ah, esse era música pop. Quem se lembra? Totalmente descartável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois veio o namorado que se transformou em marido. Hoje, ex. Pense em um estilo previsível, matemático, cadenciado, morno. Valsa! Ele era valsa. E, não, ela nunca gostou de valsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à vida de solteira, na ânsia por algo mais... quente ... conheceu o tango. Ah, o tango. Passional, sexy, difícil, enigmático, misterioso e... dramático. Muita paixão, muito sexo. E muitas lágrimas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois, ainda em recuperação, foi apresentada ao axé. Despiu, com dificuldade, o preconceito, abriu a mente e experimentou o ritmo. Por pouquíssimo tempo. Como agüentar tamanha falta de conteúdo? Tão pouco talento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então conheceu ele, seu último amor. Que poderia ser descrito como uma bela seleção de música lenta – as famosas “love songs”. Doce, suave, romântico, leve... até demais. As promessas eram lindas, mas a virada melódica não veio. Cansada do mela-cueca, resolveu virar o dial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era essa a fase atual... mudança de estação, em busca de uma nova canção, ops, paixão. Olhando de novo as fotos jogadas sobre a cama,  resolveu, pela primeira vez, ser estratégica. Não procuraria o novo ritmo aleatoriamente como sempre fez. Resolveu que estava pronta para curtir um bom MPB. Daqueles com complexidade, suingue e poesia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-2309208832586340462?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/2309208832586340462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=2309208832586340462&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2309208832586340462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2309208832586340462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/03/qual-e-musica.html' title='Qual é a música?'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-5932994949452556568</id><published>2009-03-19T20:29:00.001-07:00</published><updated>2009-03-19T20:39:41.469-07:00</updated><title type='text'>Acelerou</title><content type='html'>Olhou mais uma vez pro lado. Já tinha perdido a cabeça há tempos, agora quase perdeu a direção. Aquela mulher, a-que-la mulher, era sua. Sorriu sozinho, passou nervosamente uma das mãos pelos cabelos, a outra segurava o volante, firme até demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alheia ao efeito (ou seria defeito?) que causava nele, ela curtia a paisagem, cantarolando Djavan baixinho e marcando o ritmo com os longos dedos de unhas escuras e vários anéis a tamborilar em suas bronzeadas/torneadas coxas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na troca de marcha, ela acariciou distraidamente sua mão. Ele sentiu então o que chamavam de frisson ("ah, era isso?"). Olhou de novo para a amada, que ajeitava os óculos escuros no topo da cabeça. Foi tão sexy, mas tããão sexy, que ele jurava ter visto a cena em slow-motion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou sua atenção para a longa e reta estrada. Mas logo se perdeu em sinuosos devaneios. Como era possível que ela, a-que-la mulher, estivesse ali? Loira, alta, belíssima, de matar qualquer mulher de inveja - e qualquer homem de tesão. Uma mulher que poderia escolher qualquer um, sem exagero, mas que, vejam só, estava com ele. Desde o mês anterior. Desde a festa do Amaral, ocasião em que virou espécie de troféu. Uma mulher-troféu, sim, e que foi parar na sua estante de prêmios. Sabe-se lá porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música: &lt;em&gt;“...Quando te vi, aquilo era quase o amor ...” &lt;/em&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela (cantando): ... “Você me acelerou, acelerou...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele: Tive uma idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela: Ahã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele: Casa comigo? Casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomado pela emoção, ou pelo choque ao ouvir suas próprias palavras, parou o carro no acostamento, se atirou nos braços dela e chorou, de soluçar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-5932994949452556568?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/5932994949452556568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=5932994949452556568&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/5932994949452556568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/5932994949452556568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/03/acelerou.html' title='Acelerou'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-4882321811912994970</id><published>2009-03-18T21:14:00.000-07:00</published><updated>2009-03-18T21:23:38.358-07:00</updated><title type='text'>Mulher solteira procura...</title><content type='html'>Cansou da vida de solteira. Da liberdade. Da falta de compromisso. Da devassidão. E da solidão. Resolveu, então, namorar de novo. E, para isso, necessariamente, Danielle precisava arrumar um namorado. Não qualquer um. Por mais que estivesse decidida a por fim à fase free, não abriu mão de jeito algum de seus critérios: bonito, inteligente, alto, generoso, bonito, bem humorado, bom caráter, espiritualizado, fiel, culto, alto, e... bonito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quem procura emprego, ela se pôs a procurar namorado. Ligou para alguns amigos, reativou antigos contatos, refez seu currículo, ops, seu perfil no Orkut, postando fotos novas e posadas especialmente para a função. Cadastrou-se num site de relacionamento (em dois, na verdade). Deixou suas intenções e poréns muito claros em nicknames e frases de efeito no MSN. E recheou sua agenda com atividades que potencializavam suas chances: às segundas, supermercado 24h; terças, vernissages e afins; quartas, festas alternativas; quintas, sinuca; e sextas, locadora. Aos sábados, dois turnos: feirinhas ou shows ao ar livre à tarde, restaurante da moda à noite. No domingo, um programa mais light: parques. Mas se sobrasse pique, quem sabe um samba-rock mais tarde? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renovou seu guarda-roupa, seguindo dicas de uma personal stylist, &lt;em&gt;brifada&lt;/em&gt; especialmente para atender à necessidade de sua determinada cliente. Entrou em um grupo de corrida, com duas intenções: ficar ainda mais irresistível e, quem sabe, arrumar um atleta? Três vezes por semana, no almoço, freqüentava aulas de dança do ventre: era tiro e queda para reativar a feminilidade, diziam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado de tamanha dedicação foi surpreendente: foi preciso apenas um mês para que Danielle caísse doente, exausta com tantas atividades. Mais 15 dias para perder o emprego, por conta da abrupta queda de rendimento no trabalho. No segundo mês, falida, foi vista pedindo empréstimo para um tio distante. Depois, não se teve mais notícias dela. O álbum do Orkut está desatualizado. E, apesar de offline há tempos, sua frase no MSN chama a atenção: &lt;em&gt;“Dani – Carentinha, precisando de (qualquer) colo. Quem se habilita????”&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-4882321811912994970?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/4882321811912994970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=4882321811912994970&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/4882321811912994970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/4882321811912994970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/03/mulher-solteira-procura.html' title='Mulher solteira procura...'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-9117080371729459990</id><published>2009-03-06T16:32:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T18:24:32.879-08:00</updated><title type='text'>Os meios e o fim</title><content type='html'>Eles se beijaram algumas vezes, sempre final de noite, sempre desinibidos pelo álcool. Sexo? Em todas essas vezes. Nunca houve nenhuma promessa de que tal farra se transformaria em relacionamento. Quiçá amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabia disso, sabia de tudo, aliás. Não se podia chamá-la de estúpida. Era, definitivamente, uma mulher esperta. E, nesta esperteza, tinha uma meta muito clara: fisgar aquele homem. A estratégia permanecia turva, mas uma vez definido o objetivo – pensava - o “como” era um mero detalhe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revestiu-se de falsa humildade. Agüentou humilhações impensadas. Dividiu o objeto do seu afeto com outras mulheres. Sempre calada. E cada vez mais determinada. Na verdade, essa tremenda provação dava gana. Assim, lá estava ela, sempre pronta para os escassos beijos com gosto de chopp na alta madrugada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, a tática foi mostrando algum resultado. Sua presença discreta, que nada cobrava, passou a ser mais requisitada, especialmente numa fase em que o dia-a-dia dele era um caos completo. A mulher que ele realmente gostava mudou de país. O trabalho demandava horas-extras demais. Mal tinha tempo de ver os amigos e badalar. Nestes momentos confusos, ela era um aconchego, um rosto familiar (quase isso). Uma pessoa que estava sempre ali. Oferecendo carinho, silêncio e sexo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma viagem, alguns eventos juntos, mãos dadas certo dia num shopping. Pequenos gestos transformaram nada em alguma coisa. E o tempo trouxe o polimento que faltava para tornar aquilo em uma relação estável. Monogâmica. Tradicional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma a não restar dúvidas sobre sua obstinada vitória, ela engravidou.&lt;br /&gt;Avisou-o por SMS, a caminho do apartamento deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ela comemorava com um sorriso nos lábios e em habitual silêncio, ele pensava em uma forma de dar fim àquela miserável existência. Se perguntando como e quando tudo tinha ficado tão sem sentido. E, afinal, porque a vida era bege.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-9117080371729459990?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/9117080371729459990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=9117080371729459990&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/9117080371729459990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/9117080371729459990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/03/os-meios-e-o-fim.html' title='Os meios e o fim'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-8824948733270803411</id><published>2009-03-01T14:28:00.000-08:00</published><updated>2009-03-01T14:31:43.350-08:00</updated><title type='text'>Meu mundo</title><content type='html'>No meu mundo perfeito o final de semana teria 3 dias. Chocolate não engordaria. O amor não teria fim, nem a paixão seria cega e tão estúpida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu mundo perfeito, iria a pé pro trabalho, e voltaria pra almoçar com meu filho, todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chefe? Só se fosse realmente mais inteligente e capaz que a gente. E os salários seriam justos. De acordo com o rendimento. Talvez já fosse uma pessoa rica no meu mundo perfeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu mundo perfeito homem não se sentiria diminuído por mulher vencedora. E a mulher não perderia sua feminilidade na busca por uma igualdade idiota, que não faz sentido pra ninguém. Então, neste mundo, homem seria homem, mulher seria mulher, independentemente de quem ganha mais, quem foi mais longe na carreira, e essas bullshitagens. Quando estivessem juntos, abraçados, ficaria bem claro quem protege e quem é protegida, quem é a fortaleza e quem é a leveza. Côncavo e convexo, in e yang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu mundo perfeito, assim que a cabeça encostasse no travesseiro, todas as preocupações sumiriam como que por encanto, e o sono chegaria como um carinho, uma recompensa. E acordaríamos (tarde) refeitos, inteiros, prontos para um novo dia. Que começaria, claro, só às 11h da manhã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e tem a questão da ressaca. No meu mundo perfeito não haveriam ressacas. Nada de penitências por abusos passados. As únicas coisas que ficariam de uma bela noitada seriam excelentes lembranças. Até porque nesse mundo perfeito não haveria amnésia alcoólica. Lembraríamos de tudo, sem remorso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há espaço para arrependimentos e culpas nesse mundo perfeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-8824948733270803411?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/8824948733270803411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=8824948733270803411&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8824948733270803411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8824948733270803411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/03/meu-mundo.html' title='Meu mundo'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-7024404481549483095</id><published>2009-02-27T20:57:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T16:28:30.193-08:00</updated><title type='text'>Cada cabeça, uma sentença</title><content type='html'>Ele – ai, ai, ai... não tá 100%... o que é que foi dessa vez? Cacete...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela – Ué... Não tá lá essas coisas, e tá demorando... hora de caprichar na reboladinha... assim... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele – Caramba, uma mulher gostosa dessas... olha esses peitões... pô, vamoooos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela – Huuummm, não tá rolando...  Será que ele percebeu que eu engordei? Deixa eu mudar de posição. Assim... pronto. Disfarça bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele – Putz... ela percebeu. Ela percebeu! Já tá ficando cansada. Não me deixa na mão, brou, força aí... Eu tinha que beber tanto!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela – Será a cicatriz da cesárea? Celulite, só pode ser... e se eu der uma mãozinha? xiii, tá looonge...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele – Tira a mão daí, tira! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela – Rebola, rebola... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele - Looser de merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=== &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Zé... &lt;br /&gt;- Hum...&lt;br /&gt;- Quer que eu faça alguma coisa especial pra você?&lt;br /&gt;- Anh?&lt;br /&gt;- Alguma coisa pra... ajudar?&lt;br /&gt;- Ai, Lígia... é que to meio cansadão...&lt;br /&gt;- Ah, sem problemas, deita aqui do meu ladinho...&lt;br /&gt;- Pera... acho que agora...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;- Cansadão, é isso. Putz... vou ficar devendo...&lt;br /&gt;- Relaxa, Zé... tava delícia assim mesmo. Vem cá que te faço um cafuné, vem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;===&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele – Tenho que dar o fora daqui... putaqueopariu... sumir do mapa! E se ela contar pras amigas? Ah, seu broxa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela – Tenho que dar um jeito nesse culote. Pro cara broxar assim, devo estar um lixo mesmo... Um lixo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-7024404481549483095?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/7024404481549483095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=7024404481549483095&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7024404481549483095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7024404481549483095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/02/uma-noite-ruim-sob-duas-oticas.html' title='Cada cabeça, uma sentença'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-5298054077619717268</id><published>2009-02-24T20:24:00.000-08:00</published><updated>2009-02-24T20:28:58.560-08:00</updated><title type='text'>Cadê o Ilê?</title><content type='html'>Anos atrás ela fazia parte do bloco dos “odeio-carnaval”. Era praticamente uma RP da entidade, tamanho empenho em propagar em alto e bom tom sua aversão à folia de mômo. Multidão, desordem, suor? Não era com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas certa vez, tentada pela facilidade das milhas aéreas e pela comodidade de um cantinho confortável  e “free”,  cedeu ao convite de conhecer de perto a festa baiana e... bem... foi pro “abraço”. Já no segundo dia de festa, amigos a flagraram no meio da avenida, decote generoso em abadá customizado, cantando Ivete de cor, vários colares de “Filhos de Gandhi” a adornar o pescoço desnudo e suado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível negar sua total entrega ao esquema. E aquele era apenas o segundo dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao voltar, desfiliou-se do antigo partido. Não que tenha se tornado a maior foliona de todos os tempos... Faltava a ela alguns anos de avenida, um certo treino, talvez um dom. Mas o preconceito, esse ficou para trás. Em algum lugar do circuito Barra-Ondina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, estava transformada. Comprou  - como souvenir - um cd genérico com os sucessos de duplo sentido e gosto duvidoso do carnaval daquele ano. Mas logo percebeu que Xandy e rush (não a banda, a situação cotidiana do trânsito paulistano) juntos eram a potencialização máxima do estresse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentou também reviver os momentos mágicos de Salvador indo a uma micareta... ilusão. A mistura de raças, cores e credos, mais a brisa do mar e o clima único da Bahia não estavam ali. O que se via num descampado country remanejado era a tradicional garoa paulistana, muita lama e milhares de garotos saídos dos mesmos moldes. Novinhos, bonitos, mas um tanto ordinários. Carnaval fora de época e fora de sintonia, pensou, presa no imenso engarrafamento ao final do mico, digo, da micareta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, desistiu de buscar formas de reviver aquela sensação plena de alegria. Voltou-se para a vida real e previsível. E percebeu que, uma vez experimentado tal nível de euforia, o dia-a-dia é uma espécie de quarta-feira de cinzas – versão estendida. Com direito a sensações como profundo cansaço, desânimo, uma certa ressaca moral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vez ou outra busca os colares de Gandhi no fundo do armário. Coloca-os, fecha os olhos, respira fundo, sente a libido tinindo, sorri. E acha forças para mais alguns dias de cinzas. Enquanto o carnaval não vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-5298054077619717268?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/5298054077619717268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=5298054077619717268&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/5298054077619717268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/5298054077619717268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/02/cade-o-ile.html' title='Cadê o Ilê?'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-5268188413032409624</id><published>2009-02-10T18:58:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T19:15:55.583-08:00</updated><title type='text'>AC/DC</title><content type='html'>Era o quinto encontro deles e tudo indicava para uma paixão arrasa-quarteirões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, exibindo um sorriso tolo nos lábios em tempo integral. Ele, em postura cada dia mais peito-de-pombo, tamanho bem-estar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O moço resolveu investir feito gente grande naquele começo. Sem dúvida, ela era diferente, merecia atenção especial, armamento pesado de conquista. Não que ele duvidasse da reciprocidade do sentimento. Ela era… transparente! Nada de jogo, nem de poses. Talvez por isso, por toda essa novidade, é que ele quis garantir o coração daquela mulher. Sendo o melhor que podia ser. E ele era realmente muito bom em muitos aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamou-a para jantar. O lugar? Ele decidia. Ora bolas, ele estava convidando! Era pegar ou largar. Ela adorou a iniciativa - ela sempre adorou homens com iniciativa -e topou. O destino era um hotel bacana num bairro nobre. Ela estranhou, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os questionamentos iam começar, quando ele a calou com um beijo suave e avisou: &lt;br /&gt;- Quero cozinhar pra você. Reservei esse flat, fiz compras, deixei tudo pronto lá em cima… passei o dia planejando isso. Por favor, não me faça essa desfeita… entra comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(recusar, como? Por muito menos, pelo simples beijo suave, ela já teria dito sim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subiram. Maravilhada, ela conferiu o ambiente. Tudo arrumado. Cheiro de incenso recém-queimado. Duas taças emparelhadas sobre a bancada. Um pote cheio de morangos enfeitando a pequena mesa de centro. E ele ali, já vestindo o avental – e conseguindo um efeito másculo ímpar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto preparava spaguetti ao funghi, falava. E falava. Era tão fácil conversar com ela… os assuntos fluiam, ela tinha opiniões fortes, inteligentes, divertidas. E complementares. Era estimulante, ele gostava disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, em contrapartida, sentia dificuldades para dizer qualquer coisa interessante. O cenário era pra lá de perturbador: um homem bonito, com excelente papo, português impecável, e que estava cozinhando. Pra ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jantar foi perfeito. Vinho branco do bom, risadas, comida bem feita, carinhos, olhares, MPB no som, gestos. E morangos, dados na boca, num manjado – e infalível - jogo de sedução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No saciar de uma fome, outra crescia silenciosa, poderosa, impossível de conter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De mãos dadas, sem perder o olhar um do outro, seguiram para o quarto. Lá, mais surpresas. De flores amarelas enfeitando o criado-mudo, a velas prontas para serem acesas. Cremes de um lado, mais morangos de outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E duas pessoas, mais que prontas para se tornar amantes, em altíssimo estilo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Entre amassos, sussuros e vontades, ela vislumbrou o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, naquela noite, um novo parâmetro se estabelecia. &lt;br /&gt;Uma vez experimentada aquela magia, aquele encantamento, nunca mais se contentaria com pequenezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou ser aquilo uma sorte tremenda. O início do resto de sua vida repleta de amor e provas de amor. Pensou ser uma verdadeira benção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos depois, ponderou. E julgou aquela noite (e o parâmetro que nasceu ali) sua grande desgraça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-5268188413032409624?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/5268188413032409624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=5268188413032409624&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/5268188413032409624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/5268188413032409624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/02/acdc.html' title='AC/DC'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-8536179355712025235</id><published>2009-02-04T16:53:00.000-08:00</published><updated>2009-02-04T17:09:02.152-08:00</updated><title type='text'>Tim-Tim</title><content type='html'>- Ouvi dizer que os ingleses acharam a fórmula definitiva da beleza...&lt;br /&gt;- Como é??? A música tá alta, Clebão...&lt;br /&gt;- FÓRMULA DA BELEZA! &lt;br /&gt;- Ahã - respondeu o amigo, sem entusiasmo, bebericando mais um gole da sua caipiroska. Era a segunda daquela noite.&lt;br /&gt;- Então... chegaram à conclusão que com sete latinhas de cerveja na cabeça você acha a maioria das mulheres interessante.&lt;br /&gt;- Ah, é? - agora parecia interessado.&lt;br /&gt;- É. E que se esse lugar for mal iluminado, a probabilidade de você partir pra cima de uma mulher que não te atrairia em condições normais é enorme. Tipo... um índice de 90%. Coisa grande mesmo.&lt;br /&gt;- Pô, e agora?&lt;br /&gt;- Pois é, cara. E agora? É o caso de parar de beber?&lt;br /&gt;- Tá louco? - "mata" a caipirinha, num gole caprichado - O caso é parar de ser mané, fresco, e encarar a mulherada. Peito aberto, brou. E já no segundo copo, pra não perder tempo. Uhuuu!&lt;br /&gt;- Uhuuu!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* duas amigas, nos arredores, acompanharam sem querer a conversa. Olharam-se, em profunda análise. Délia resolveu falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem comigo, Cátima. Tem um cantinho mais escuro ali, bem perto do bar. Não custa nada potencializar nossas chances, né mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-8536179355712025235?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/8536179355712025235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=8536179355712025235&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8536179355712025235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8536179355712025235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/02/tim-tim.html' title='Tim-Tim'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-7191047436974369209</id><published>2009-01-30T17:09:00.000-08:00</published><updated>2009-01-30T17:35:33.092-08:00</updated><title type='text'>Da série "Sexo, Mentiras &amp; Videotape"</title><content type='html'>Num relacionamento, mais cedo ou mais tarde, acontece: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fingindo descaso, homens perguntam a suas amadas quão experiente ela é. Quantos parceiros sexuais ela teve. Péssimos atores, os rapazes bem que tentam camuflar a complexidade da questão, mas uma certa tensão nos ombros, suor nas mãos e a voz meio tom acima entregam a problemática toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, num consenso inédito entre mulheres de todo o mundo, chegou-se a números mágicos, testados e aprovados: &lt;br /&gt;- até os 30 anos, foram 4 os homens que passaram pela nossa cama - isso admitindo uma tardia, e desejável, estréia no esporte. &lt;br /&gt;- dos 30 em diante, caso seja ou já tenha sido casada, o número adequado é 7. Solteironas vão de 11. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o teste da experiência sexual é dado por encerrado. E o relacionamento segue sem atropelos maiores. Até que o próximo momento saia-justa se apresente. Costuma ser o papo sobre pensar em ter filhos um dia. Pra essa pegadinha, o conselho mundial masculino ainda não definiu a tática matadora. E a confederação feminina não baixou normas que ajudem na abordagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costuma ser um desastre. Com poucos sobreviventes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-7191047436974369209?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/7191047436974369209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=7191047436974369209&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7191047436974369209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7191047436974369209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/01/da-serie-sexo-mentiras-videotape.html' title='Da série &quot;Sexo, Mentiras &amp; Videotape&quot;'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-3519939721583267628</id><published>2009-01-28T10:10:00.000-08:00</published><updated>2009-01-28T10:14:28.933-08:00</updated><title type='text'>Toma lá, dá cá</title><content type='html'>Não que acreditasse em promessas. &lt;br /&gt;Mas a situação era tão negra que resolveu arriscar.&lt;br /&gt;A decisão estava tomada: abstinência sexual.&lt;br /&gt;Os prazeres da cama ficariam em stand-by. &lt;br /&gt;Sexo, agora, só com seu próximo namorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança era que a grandeza de seu ato – e, por conseqüência, seu terrível sofrimento - sensibilizasse de vez o Universo.&lt;br /&gt;Dando adeus à fila de espera por um relacionamento de verdade. Fila que enfrenta há anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(No paralelo, abandonou a depilação. Era preciso uma ajudinha extra para honrar uma promessa dessa complexidade...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-3519939721583267628?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/3519939721583267628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=3519939721583267628&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/3519939721583267628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/3519939721583267628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/01/toma-la-da-ca.html' title='Toma lá, dá cá'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-1502938730217641528</id><published>2009-01-25T18:28:00.000-08:00</published><updated>2009-01-25T18:40:17.800-08:00</updated><title type='text'>Obrigada...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_od97NcStU9c/SX0f8CAC8_I/AAAAAAAAAPw/4YnGXMmyuQI/s1600-h/blog-original.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 149px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_od97NcStU9c/SX0f8CAC8_I/AAAAAAAAAPw/4YnGXMmyuQI/s200/blog-original.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295423853047247858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(desde ja desculpem a falta de acentuacao, problemas no notebook...)&lt;br /&gt;Pois eh, ganhei um premio, indicacao do meu querido amigo &lt;br /&gt;&lt;a href="http://emersoncultura.blogspot.com"&gt;Emerson&lt;/a&gt;. Acho que, de original, o Demasiado tem bem pouco, por contar cronicas cotidianas, mas mesmo assim fiquei lisonjeada.&lt;br /&gt;Faz parte das regras indicar meus 3 blogs preferidos. Entao la vai:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://samanthaabreu.blogspot.com/"&gt;Haute Intimite&lt;/a&gt;, da talentosissima Samantha Abreu.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://aperteoalt.blogspot.com/"&gt;Aperte o Alt&lt;/a&gt;, do inspirado xara Renato.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://veneno-antimonotonia.blogspot.com/"&gt;Veneno Antimonotonia&lt;/a&gt;, da pupila Carol.&lt;br /&gt;Entre tantos outros mais que merecedores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-1502938730217641528?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/1502938730217641528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=1502938730217641528&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/1502938730217641528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/1502938730217641528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/01/obrigada.html' title='Obrigada...'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_od97NcStU9c/SX0f8CAC8_I/AAAAAAAAAPw/4YnGXMmyuQI/s72-c/blog-original.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-4370613089060335347</id><published>2009-01-25T10:54:00.000-08:00</published><updated>2009-01-25T11:30:42.595-08:00</updated><title type='text'>Ela é...</title><content type='html'>Completa em seu ecletismo. &lt;br /&gt;Acolhedora, no seu jeito duro de ser. &lt;br /&gt;Interessante, desafiadora. &lt;br /&gt;Irriquieta, sem dúvida ambiciosa. Incansável, como só ela.&lt;br /&gt;E um que prepotente. Diz que é sem querer...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Companhia perfeita para a turma dos boêmios, dos intelectuais.&lt;br /&gt;Da galera simples, dos descolados ou não, das diversas tribos. &lt;br /&gt;Caótica, sim. Anárquica? Não mesmo.&lt;br /&gt;Generosa. Definitivamente. &lt;br /&gt;Inexplicável. Ou melhor: imprevisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noturna, em sua essência. &lt;br /&gt;Misteriosa, em suas nuances. &lt;br /&gt;Surpreendente, em cada detalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa de garfo, boa de papo. &lt;br /&gt;Fascinante. Forte. Independente. Intimidadora.&lt;br /&gt;Verdadeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mundo. &lt;br /&gt;Pra todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Parabéns, cidade. &lt;br /&gt;Meu espelho, minha síntese, grande amor.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-4370613089060335347?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/4370613089060335347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=4370613089060335347&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/4370613089060335347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/4370613089060335347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/01/ela.html' title='Ela é...'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-3828639042554247645</id><published>2009-01-19T12:27:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T12:45:34.758-08:00</updated><title type='text'>A liberdade do "não"</title><content type='html'>Têm os que nascem sabendo dizer "não".&lt;br /&gt;Poucos, raros.&lt;br /&gt;Têm os que invejam os que sabem.&lt;br /&gt;E correm atrás do aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e têm os que desistem de tentar saber. Desses, não há o que falar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem decidiu aprender, tem que querer, profunda e verdadeiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a lição é complexa. Destrói condicionamentos. &lt;br /&gt;Derruba paradigmas culturais, religiosos até.&lt;br /&gt;Questiona suas verdades. Carcome a imagem que você construiu até ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se aventura na escola do dizer "não" tem que saber.&lt;br /&gt;Saber que vai causar estranhamento.&lt;br /&gt;Que vai sofrer com o novo. Vai perder pessoas ao caminho.&lt;br /&gt;Vai reaprender a ser. Conviver. Viver mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lição é feita de tentativas. E erros.&lt;br /&gt;Mas só se aprende treinando. &lt;br /&gt;Tentando. E sofrendo a cada "não".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então vem a prática. &lt;br /&gt;E ai, meu amigo, vem a melhor sensação de todas:&lt;br /&gt;o sentimento de liberdade plena.&lt;br /&gt;A liberdade do "não".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim!&lt;br /&gt;Fim da escravidão do agradar sempre. &lt;br /&gt;Do dogma de ser bom com o próximo a qualquer custo.&lt;br /&gt;Em detrimento do que é bom pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a gente então percebe que&lt;br /&gt;dizer "não" é um grande sim pra vida.&lt;br /&gt;Vale cada cicatriz do processo de aprender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-3828639042554247645?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/3828639042554247645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=3828639042554247645&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/3828639042554247645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/3828639042554247645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/01/liberdade-do-no.html' title='A liberdade do &quot;não&quot;'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-4224747897579215159</id><published>2009-01-16T11:19:00.001-08:00</published><updated>2009-01-16T11:24:55.800-08:00</updated><title type='text'>Fragmentos de uma noite de verão</title><content type='html'>Querido Diário,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite de ontem foi... ah, a noite de ontem... ´cê sabe o quanto eu tava esperando por ela, né Diário? Sim, ele foi. Mas foi acompanhado. Imagina? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite perfeita pra ser esquecida, pensei assim que coloquei os olhos neles. Não é que foi? Literalmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro de chegar à festa toda-toda, pouca roupa, marquinhas de verão à mostra. Lembro de receber vários olhares, alguns elogios, e de me sentir poderosa – pelo menos até o tropeção que dei a caminho do banheiro. Maldito salto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, lembro (e como lembro) de não tirar os olhos da porta. Estava patético, mas, enfim, ele chegou. De mãos dadas com uma... fulana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu ex passou cumprimentando todos, simpaticíssimo. Na minha vez, fingi surpresa e forcei um abraço amigo. Ao primeiro tragar do seu perfume, o manjado Fahrenheit – que a-do-ro! – derrubei um tanto de vodka nas suas costas. Era a hora perfeita pra sumir. Mas, desta vez, Deus não me escutou e ainda tive que lidar com o riso contido da moça. Meigo, ele aceitou minhas desculpas, não sem antes tirar a franja dos meus olhos.  Coração acelerou, Diário... disso eu me lembro muito bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito foi me agarrar ao copo de vodka. Sorvi a bebida com sede de justiça, eu diria. Por justiça, entenda-se ele ainda estar comigo. E não com aquela morena tão... magra e nova! Daí pra frente, querido amigo, sobraram apenas flashes. Fragmentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro de abastecer o copo umas 3 vezes ainda. Sei que foram mais, mas essas cenas se foram com o resto da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de um episódio na pista: ah, sim, nos primeiros acordes de Kiss, do Prince, gritei algo como: Uhuuuuu, eu aaaaamo essa música!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois vem a imagem da Cássia lavando meu rosto no banheiro. E do meu reflexo no espelho. Um rosto suado, sorriso frouxo, olhos levemente borrados de rímel (ele não era a prova d´água?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que, em algum momento, subi ao palco pra dançar. Sozinha. Feito louca. Me lembro disso vagamente. Ou posso estar enganada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí pro fim, um black enorme. E imagens borradas como meus olhos. Lembro de sair da balada à luz do dia. E de comentar com a Cássia o quanto eu aaaaamo a sensação de liberdade que isso me dá. Corte então pra uma cena bem curtinha: eu e a Cá andando rumo à praia de mãos dadas (mãos dadas?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho idéia de como cheguei em casa, Diário. &lt;br /&gt;Só sei que tive a consciência – se é que o nome é esse – de tirar as lentes, colocar pijama, escovar os dentes. Acho que esqueci de rezar, mas o resto fiz direitinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, acabei de acordar. E confesso, tô (meio assim...) desesperada, sabe?. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ter visto o Bruno com outra, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mais ainda pela amnésia, por essa sensação bizarra de curto-circuito cerebral, a la Charlie Kauffman em Brilho Eterno. Um breu na minha vida, sem direito a reply. Momentos vividos, mas sem registro. Ou seja, qualquer coisa pode ter rolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E rolou. Como explicar tanta areia nos meus cabelos? E no corpo, e...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Medo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe no chuveiro o pouco que eu lembro vai ralo abaixo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nádia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: por via das dúvidas, melhor evitar a Cássia, né?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-4224747897579215159?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/4224747897579215159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=4224747897579215159&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/4224747897579215159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/4224747897579215159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/01/fragmentos-de-uma-noite-de-vero.html' title='Fragmentos de uma noite de verão'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-7764704786120301162</id><published>2009-01-13T13:25:00.000-08:00</published><updated>2009-01-13T13:33:47.124-08:00</updated><title type='text'>Das coisas que não suporto</title><content type='html'>Existem coisas as quais a gente não se identifica.&lt;br /&gt;Outras que a gente não gosta.&lt;br /&gt;E têm aquelas que a gente não suporta. Não suportar causa reações físicas imediatas. Desde um torcer leve de boca, até um revirar do estômago acompanhado de violentas náuseas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me identifico com pessoas donas da verdade, por exemplo. Nem com gente que prefere filme dublado. Muito menos com a galera que freqüenta o Vila Country. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já entre as coisas que não gosto, estão “acordar cedo”, “axé”, “filmes de terror”, “gente burra”, "jiló", “joguinhos de amor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, existem os itens da categoria &lt;em&gt;insuportável&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não suporto ver crianças sofrendo abusos de adultos. Mães xingando seus pequenos na fila do cinema. Maiores intimidando menores nos parques do meu condomínio. E, pior, pais batendo em seus filhos. Saio de mim, parto para cima, defendo a criança seja em que situação for. Coloco-me entre opressor e oprimido. Fisicamente falando. Chamo para a briga. E assim perdi amigos, tumultuei restaurantes, quase apanhei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não suporto a programação da tv aberta aos domingos. A figura do Faustão, para mim, é angustiante. A voz do Silvio Santos me irrita. A música do Fantástico me dá arrepios. São reações as quais me poupo, graças a melhor invenção de todos os tempos: o controle-remoto. Seguida de outro achado incrível: os seriados da Sony.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não suporto pessoas exibidas. Chego a ter vertigens em companhia de pessoas assim. Que se vangloriam. Fazem e acontecem. Puxam os holofotes sobre si descaradamente. Usando, não subterfúgios, mas armamento pesado mesmo. Tudo pela sua atenção. Sua aprovação. Seu elogio. O que conseguem de mim são uma profunda pena. Principalmente quando essa pessoa não está à altura de tanto estardalhaço. O que, em 99% das ocasiões, acontece. Por falar em pessoas, outro tipo que me dá nos nervos são os mesquinhos. Gente que, sem precisar, conta os centavos. Patologicamente. E, nessas, eu fico doente de raiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não poderia faltar no ranking da &lt;em&gt;insuportabilidade&lt;/em&gt; as festas do estilo “chá”. Chá-de-bebê, chá-de-panela e sua versão pós-moderna: o tal chá-bar. Pior do que a festa em si, são os tais castigos. Os micos incomensuráveis dados à pessoa ou ao casal por amigos (amigos?). Constrangedor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, castigo é me convidar pra ir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-7764704786120301162?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/7764704786120301162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=7764704786120301162&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7764704786120301162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7764704786120301162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/01/das-coisas-que-no-suporto.html' title='Das coisas que não suporto'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-2216962235440658822</id><published>2009-01-12T05:34:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T05:39:57.368-08:00</updated><title type='text'>Manobras corporativas</title><content type='html'>- Querida, vamos almoçar?&lt;br /&gt;- Hum... acho que dá sim. O senhor sabe, muito trabalho...&lt;br /&gt;- Trabalho, trabalho. Eu seguro a entrega desse orçamento pra mais tarde. Tem um restaurantezinho não muito longe, é tranqüilo, dá pra gente conversar sobre o job. &lt;br /&gt;- Claro, tem razão. Vamos sim. Agora, é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhares trocados por toda a seção. Silêncio. Apenas sons de digitação, desconexos. Alguém deixa cair um talão de notas. Gabriela, recém chegada na empresa, pega a bolsa e sai atrás do Sr. Geraldo, o chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está se saindo bem, Gabriela. Foi um achado sua contratação, parabéns.&lt;br /&gt;- Puxa, obrigada.&lt;br /&gt;- Mas me conta, como anda o job do frigorífico? Vejo que você tem algumas dúvidas...&lt;br /&gt;- Nossa, tenho... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a conversa segue por essa linha. Cobranças, prazos de pagamento, taxas. Chegam ao carro. Cavalheiro, ele abre a porta para a funcionária, que sorri, sem graça. Dá a volta, esbaforido, e entra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... e não sei exatamente como lançar esse tipo de débito na nossa ferramenta de gestão... Nada que eu não aprenda, viu?&lt;br /&gt;- Tenho certeza disso. Coloca o cinto.&lt;br /&gt;- Sim, sim...e então o cliente questionou quais as tavas que estavam sendo aplicadas, o senhor sabe, temos que embutir a nossa taxa e fiquei sem resposta e...&lt;br /&gt;- Trave a porta, querida.&lt;br /&gt;- Hum. Onde exatamente. Onde fica o pino da porta? Mas como eu ia dizendo, fica difícil, porque o cliente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O braço suado e um pouco peludo demais do Sr. Geraldo avança em direção à porta do passageiro. Passa em frente à Gabriela, que se cola no banco, de forma a dar espaço para a manobra. Prende a respiração. O corpo do chefe se projeta para o seu lado, ameaçadoramente. Ao buscar o tal pino na porta, o cotovelo do homem encosta nos seios da sua subordinada. Ele tem dificuldades em finalizar a ação e, assim, o braço dele pressiona ainda mais o corpo de Gabriela, em movimentos circulares. A moça estoura numa frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Contei pro senhor que meu marido luta jiu-jitsu? Ah, esqueci que tinha combinado de almoçar com ele, se me dá licença...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai do carro, em disparada. Não sem antes perceber a movimentação de pessoas na escada do estacionamento. Deu para ver a D. Iolanda, a secretária míope, pegando seus óculos que tinham ficado no meio do caminho. Alguém ainda falou (o eco da estacionamento a propagar):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Era a tática do pino! Eu vi...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-2216962235440658822?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/2216962235440658822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=2216962235440658822&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2216962235440658822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2216962235440658822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/01/manobras-corporativas.html' title='Manobras corporativas'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-8762651056501092075</id><published>2009-01-06T19:37:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T19:41:30.312-08:00</updated><title type='text'>Mentiras sinceras</title><content type='html'>Sara já disse a verdade numa época. Muitas verdades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, até uma certa idade ela só dizia a verdade. &lt;br /&gt;Formação romano-cristã, tinham ensinado a ela que o certo era ser sincera. E que isso lhe garantia o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta época, dizia a quem queria escutar todas as suas vontades e verdades. Sua vida era como um livro escancarado. Era uma mulher independente e adorava verbalizar isso. Tinha personalidade forte e deixava claro nas suas tomadas de posições. Era bem resolvida, sabia o que queria, como queria, sem papas na língua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era sozinha. Tremendamente sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje as coisas mudaram. Sara mudou. Faz algum tempo que não diz mais a verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da boca dela, por exemplo, não sai mais nada a respeito da sua carreira bem sucedida. Ela nem se vangloria a respeito dos bens que acumulou. Seus luxos são mantidos em segredo.  Para todos os efeitos, tudo o que ela tem veio dos seus pais. A profissão é mal-remunerada, diz. E inventou um cheque especial implacável, que a priva de mimos. Sim, ela depende de seu homem hoje. Aceita que ele pague todas as contas. Que a busque em casa (seu carro é popular, precisa de revisão urgente). E que decida por viagens mais modestas, de forma que ele possa arcar com as despesas – e que ela, vez ou outra, pague a sobremesa do jantar. Por delicadeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sexo? Ah, no sexo.. ela não ousa dizer que não gozou, nem tenta ser franca e dizer o que realmente a satisfaz. Aquilo parecia inadequado quando ela era adepta da verdade. As caras assustadas – e frustradas - de seus amantes indicavam o caminho ideal para um bom e longo relacionamento. Fingir o gozo, simular o prazer. Hoje, ela finge, e finge bem. Anos de treino a deram a segurança de uma atriz tarimbada na hora do sexo. O papel está internalizado. Ela nem tem mais a esperança de chegar lá espontaneamente. Ou simplesmente a questão do papel a desempenhar não deixe espaço para o prazer verdadeiro. Verdades não cabem em sua cama. Não mais. Hoje ela finge. E ele goza. Sistematicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas e outras mentiras, aperfeiçoadas com o tempo, garantiram a Sara, finalmente, um relacionamento duradouro. O namoro com Carlos, ou o milagre, como ela sempre brinca, dura 2 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos de mentiras renderam também uma bulimia. Se ela tem que engolir tantas mentiras, não sobra espaço para a comida. Taí uma verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-8762651056501092075?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/8762651056501092075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=8762651056501092075&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8762651056501092075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/8762651056501092075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2009/01/mentiras-sinceras.html' title='Mentiras sinceras'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-6065427083121126139</id><published>2008-12-23T17:15:00.000-08:00</published><updated>2008-12-23T17:18:40.975-08:00</updated><title type='text'>(Re)veillon</title><content type='html'>10,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aquela contagem regressiva veio em boa hora. Era a chance de Lívia zerar a alma.&lt;br /&gt;Se é que isso é realmente possível. Zerar a alma significa passar uma borracha no passado e deixar a folha em branco, limpinha, pronta para receber palavras novas. Quiça desenhos. Coloridos! Sorriu.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Entre um número e outro, Lívia puxou o ar. Encheu o peito com ânimo. E imaginou ser aquele um ar mágico. Cheio de partículas revigorantes, capazes de transformar sua frágil auto-estima em uma super-auto-estima. Turbinar sua força de vontade, nem que seja à força. Ao entrar nos pulmões, o ar, novo, deu novo fôlego à velha Lívia. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lívia alisou o vestido branco com um quê de ansiedade. E lembrou-se então da calcinha nova, rosa como o amor. De algodão, simples e funcional como seu sonho. Sonho de um amor descomplicado. Puro. Adolescente. Sem rendas nem fitas. Um amor de algodão. Rosa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não faltava muito, pensou Lívia. Dois míseros números a separavam da sua nova vida. Uma vida com um novo emprego, com a volta ao curso de italiano e à dança, com a seleção mais criteriosa dos amigos, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;com tempo para ser saudável e bonita, com escolhas assertivas e ousadia para viagens e aventuras,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Com coragem para dizer quantos nãos forem preciso. E coragem para não ser legal o tempo todo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZERO...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; A não ser consigo mesma. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FELIZ 2009&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(aproveite a mágica do reveillon para se reinventar,&lt;br /&gt;e faça do seu 2009 um verdadeiro milagre pessoal)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-6065427083121126139?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/6065427083121126139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=6065427083121126139&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/6065427083121126139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/6065427083121126139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/12/reveillon.html' title='(Re)veillon'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-7217456785359856326</id><published>2008-12-15T07:55:00.000-08:00</published><updated>2008-12-15T07:56:49.347-08:00</updated><title type='text'>Cara Lavada</title><content type='html'>Maíra até que batalhou bastante para não se entregar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a cada rolê, a tristeza ganhava força. Já não era possível esconder a melancolia por trás dos copos de vodka e das batidas da música eletrônica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se durante a balada o incômodo era grande, a volta para casa, na alta madrugada, embriagada e cheirando a cigarro, era mortal. Lágrimas escorriam sem pudor, lambuzando o rosto com o que ainda restava de rímel. E a cabeça, latejando, repetia o mantra: “que solidão filha da puta!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormiu pouco e mal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou várias vezes, sentindo que contraía o maxilar, com força. Entre um despertar e outro, sonhava histórias aflitivas, onde medo e vergonha se alternavam. Vergonha. Sentia verdadeira vergonha de fingir diversão, de forçar sorrisos e disposição para qualquer coisa. Aquela luta doída por manter-se longe da melancolia só a fazia mergulhar nela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu da cama com dificuldade, mas decidida a arrancar a tal máscara e a encarar de vez a depressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No banco da praça, em companhia de uma revista qualquer, sentia o sol fraco da manhã de domingo e pensou ser isso, afinal, deixar-se levar. Mas viu, a seguir, o quão esquisito é permitir-se. Uma borboleta pousou no seu braço, coisa banal... E lá vieram elas, as lágrimas. Por baixo dos óculos escuros, sem rímel e sem censuras, deixou simplesmente acontecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aquilo fez muito sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-7217456785359856326?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/7217456785359856326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=7217456785359856326&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7217456785359856326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7217456785359856326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/12/cara-lavada.html' title='Cara Lavada'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-4588926862589233292</id><published>2008-12-15T07:33:00.000-08:00</published><updated>2008-12-15T07:39:35.231-08:00</updated><title type='text'>Profile</title><content type='html'>Chat online de um site de encontros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduobom_1969:&lt;br /&gt;Oi, pode tc?&lt;br /&gt;Gatagarotarj:&lt;br /&gt;Olá...&lt;br /&gt;Eduobom_1969:&lt;br /&gt;Gostei de vc. Vc tem covinhas. Hunnnn...&lt;br /&gt;Gatagarotarj:&lt;br /&gt;Obg :-)&lt;br /&gt;Eduobom_1969:&lt;br /&gt;O que achou de mim? Dá uma olhadinha no meu perfil.&lt;br /&gt;Gatagarotarj:&lt;br /&gt;Vc parece interessante, legal.&lt;br /&gt;Eduobom_1969:&lt;br /&gt;Eae? o que mais gostou? e o que menos gostou?&lt;br /&gt;Gatagarotarj:&lt;br /&gt;Olha,... achei legal vc gostar de enologia. Ñ curti o cigarro.&lt;br /&gt;Eduobom_1969:&lt;br /&gt;é, cigarro é uma m... mas eu gosto mesmo da natureza.&lt;br /&gt;Gatagarotarj:&lt;br /&gt;Agora, tem uma coisa que ñ entendi: como você pode ser enólogo se não bebe? Aqui diz que vc ñ bebe nadinha...&lt;br /&gt;Eduobom_1969:&lt;br /&gt;Então, é issoae. Eu nao bebo nda. Mas gosto de MATA, natureza.&lt;br /&gt;Gatagarotarj:&lt;br /&gt;MATA?&lt;br /&gt;Eduobom_1969:&lt;br /&gt;Ééé, gata-garota. Sou enológico, vc não é não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-4588926862589233292?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/4588926862589233292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=4588926862589233292&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/4588926862589233292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/4588926862589233292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/12/profile.html' title='Profile'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-6711617212913972388</id><published>2008-12-08T19:55:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T04:36:40.082-08:00</updated><title type='text'>LISTA: 25 maiores personagens do cinema...</title><content type='html'>... na minha modesta opinião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alvy Singer – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa&lt;br /&gt;Anton Chigurh - Onde os Fracos não têm Vez&lt;br /&gt;Dewey Finn– Escola de Rock&lt;br /&gt;Dora – Central do Brasil&lt;br /&gt;Ellis Boyd – Um Sonho de Liberdade&lt;br /&gt;Ferris Bueller – Curtindo a vida adoidado&lt;br /&gt;Harry – Harry &amp; Sally&lt;br /&gt;Jack Torrance – O Iluminado&lt;br /&gt;João Grilo – O Auto da Compadecida&lt;br /&gt;Jody – Traídos pelo Desejo&lt;br /&gt;Joel – Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças&lt;br /&gt;Juno MacGuff – Juno&lt;br /&gt;Keyser Soze – Os Suspeitos&lt;br /&gt;Lourenço – O Cheiro do Ralo&lt;br /&gt;Maria Elena - Vicky Cristina Barcelona&lt;br /&gt;Mia Wallace – Pulp Ficction&lt;br /&gt;Michael Dorsey/Dorothy Michaels – Tootsie&lt;br /&gt;Mr Blonde – Cães de Aluguel&lt;br /&gt;Oscar – Lua de Fel&lt;br /&gt;Penny Lane – Quase Famosos&lt;br /&gt;Rob – Alta Fidelidade&lt;br /&gt;Victor – Carne Tremula&lt;br /&gt;Vincent Vega – Pulp Fiction&lt;br /&gt;Willian Forrester – Encontrando Forrester&lt;br /&gt;Zé Pequeno – Cidade de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* idéia clonada &lt;a href="http://www.empireonline.com/100-greatest-movie-characters/"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-6711617212913972388?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/6711617212913972388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=6711617212913972388&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/6711617212913972388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/6711617212913972388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/12/lista-25-maiores-personagens-do-cinema.html' title='LISTA: 25 maiores personagens do cinema...'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-2864420700899336833</id><published>2008-12-02T16:03:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T08:50:59.666-08:00</updated><title type='text'>Além do divã</title><content type='html'>Aquela sessão prometia ser particularmente dolorosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tereza queria fugir da tarefa de contar em detalhes o término escandaloso do seu pseudo-relacionamento. Não queria relembrar a humilhação que passou ao ver seu “rolo” apresentando aquela fulana para todos os amigos como sua “nova namorada”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namorada? Como, se o fato dele ter sido um mero “rolo” era justamente porque ele não estava pronto para compromisso? Não naquele momento?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava realmente destruída. Era difícil repassar toda a história com sua terapeuta, mas mais difícil ainda era lidar com ela, a história, sozinha. Pediu para antecipar a sessão, e, pela primeira vez em seis meses de terapia, chegou antes do horário. Folheou, distraída, algumas revistas, esperando que os minutos passassem logo e a tortura do desabafo, idem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a porta se abriu e se ouvia a voz animada de Dayse (ela sempre estava animada) se despedindo de alguém. Tereza levantou o rosto amassado a contragosto e avistou "ele": um belo espécime engravatado, num alinhadíssimo terno escuro. Seu perfume encheu a recepção e quando ele olhou para Tereza, ainda sorria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça, num ímpeto, se levantou e os dois ficaram cara a cara, em situação embaraçosa, espremidos entre a poltrona e a mesinha de centro. Sorriram, se desvencilharam, ele se foi e ela deu de cara consigo mesmo, no espelho da sala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Checou sua figura e corou: olheiras profundas, cabelo em dia ruim, calça de moletom. Por alguns segundos, Tereza não pensou no seu ex-que-nunca-foi-namorado. Pensou, isso sim, naquele homem cheiroso que a tinha visto num dos meus piores dias. E quis se matar. Não literalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dayse cumprimentou Tereza com um enorme sorriso e sacou: “bonitão, né?”. A sessão começou diferente do previsto. Depois daquele flerte desajeitado, Tereza reavaliou sua história - ela pareceu menos trágica - e o desfecho, quase uma benção, uma chance para que algo realmente importante aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meses se passaram. Com a ajuda de Dayse, que transferiu a terapia de Tereza para o mesmo dia da de Cleber (esse é o nome do bonitão), os “analisados” trocaram telefones, saíram algumas vezes, começaram a namorar. Por conta da ética, um deles precisava sair da terapia e foi assim que Tereza deu adeus às sessões com Dayse, fortalecida pelo novo e quase perfeito relacionamento amoroso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase, eu disse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque Cleber oscilava o humor com freqüência, explicando ser reflexo daquele momento crucial da terapia. E sua falta de paciência com Tereza aumentava a cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que Cleber sumiu. Tereza ficou transtornada e a primeira coisa que lhe ocorreu foi procurar Dayse. Com ela, conseguiria notícias do amado, ou, na pior das hipóteses, recomeçaria a terapia para juntar os cacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não encontrou a psicóloga. Segundo a vizinha, Tereza tinha fechado a clínica e se mudado para Santos. Tudo em nome de um novo amor de nome ... “como era mesmo? Ah, Cleber”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-2864420700899336833?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/2864420700899336833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=2864420700899336833&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2864420700899336833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2864420700899336833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/12/alm-do-div.html' title='Além do divã'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-7858266815952355430</id><published>2008-11-22T18:55:00.000-08:00</published><updated>2008-11-22T18:58:32.661-08:00</updated><title type='text'>Dois e dois</title><content type='html'>Acabou. Não existe mais. Quem aproveitou, aproveitou. A nova geração nunca vai saber como é dançar música lenta. Uma morte triste, a se lamentar profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançar coladinho é um comportamento extinto. Não consigo precisar quando e como aconteceu. Mas o fato é que não existe mais o ritual da música lenta. Um ritual que, ao primeiro acorde de um Lionel Ritchie da vida, fazia as garotas experimentarem um frio na espinha, e os rapazes tomarem a iniciativa da conquista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado, ficavam as meninas, cheias de expectativas. De outro, estavam os garotos, a caminho de seus alvos. Uns esticavam a mão, gentis. Outros, mais auto-confiantes, apenas acenavam com a cabeça. Sorrisos tímidos, olhares sem graça, passos desengonçados. E dava início o jogo. Uma versão ultraromântica do caçador-atrás-da-sua caça. Mas que fique claro: um abate consentido, desejado, com uma trilha sonora inspiradíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao som de hits do Earth, Wind &amp; Fire, o homem desenvolvia a determinação. Passava por cima das suas inseguranças. Era a auto-estima se fortalecendo. Já a mulher aprendia a usar artifícios sutis de sedução, para se destacar entre as concorrentes e ser a escolhida. Ainda que lhe restassem manhas e artimanhas, por ser a caça, a mulher treinava a paciência. E esbanjava feminilidade. Parece careta, antiquado, mas era assim que funcionava, e assim muita gente foi feliz. Fui felicíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a “lenta” inspirava comportamentos, o que dizer da revolução na libido dos jovens, diante do contato físico? Seios comprimidos em peitos masculinos, rostos colados, um pescoço desnudo convidativo, perfume no ar, o controle quase sobrenatural dos instintos mais “baixos”. Palavras ditas ao pé do ouvido. Sussuros. Carinhos sutis nas costas. Mãos que denotam nervosismo. Isso sem falar no ápice do beijo, quando ele acontecia. Sempre no momento mais sublime da música do Brian Adams.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressa para quê? O jogo da sedução podia durar o bailinho inteiro. Às vezes, atravessava toda uma temporada de festas. Nesse meio tempo, a libido se misturava ao romantismo, virava uma coisa única, algo que trazia valor ao processo. Rendia sonhos, fomentava o amor. Tudo por conta da magia da música lenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magia que os jovens de hoje sequer imaginam como funciona. Porque eles não sabem mais se encostar sem beijar. Porque eles são da turma do “ficar”. Porque eles não passaram pelo treino que é dançar uma, várias músicas, corpo colado, segurando o ímpeto do beijo. E – mais que isso – curtindo cada momento, construindo um caminho que faça do beijo algo absolutamente inesquecível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem o advento da música lenta, o jovem se tornou imediatista. Sem tato. Destreinado para preliminares. Despreparado para o romantismo. Ejaculador precoce. Além de péssimo dançarino.&lt;br /&gt;Pena, não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-7858266815952355430?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/7858266815952355430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=7858266815952355430&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7858266815952355430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7858266815952355430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/11/dois-e-dois.html' title='Dois e dois'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-419524629287050440</id><published>2008-11-07T12:29:00.000-08:00</published><updated>2008-11-07T12:30:01.867-08:00</updated><title type='text'>Juro que foi assim...</title><content type='html'>Juro que foi verdade. Ou é verdade. Nunca sei direito conjugar o verbo nessa situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1992. Faz tempo. Jogo do meu time, o Corinthians, versus Guarani, no Pacaembu. E eu na arquibancada. Jogada pelo lado direito do campo. Bola cruzada por Fabinho. Perfeita, macia, pronta para a cabeçada. Se fosse óbvio, da turma dos medíocres, o camisa 10 assim o faria - partiria pro cabeceio. Mas não ele. Neto resolve chutar. Na curta viagem da bola rumo à área, o rechonchudo craque se vira graciosamente de costas pro gol e... pimba! Na rede!!! Gol de bicicleta, rara jogada eternizada pelo bambi Leônidas da Silva, o Diamante Negro, e revivida ali, bem na minha frente, ao vivo e em cores, ao som da Fiel enlouquecida em coro. Timão! Timão! Timão!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em transe, saio do estádio e sigo para a costumeira balada das noites de quarta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tenho um hábito horrível: virar habitué de locais que gosto. Assim como sempre peço o mesmo sanduíche no McDonald´s, o Quarterão com Queijo e... bom, voltando à história)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fila de entrada da danceteria, retocando o batom e já tagarelando com as amigas também batedoras de cartão dali, acompanho a chegada de meia-dúzia de carrões importados. De dentro deles, descem vários homens. Rostos familiares, definitivamente... jogadores do Corinthians! Aturdida, esfrego os olhos, borrando o recém-passado rímel, quando vejo que, entre eles, está Ele. Com E maiúsculo, o camisa 10 alçado a semi-deus naquela noite gloriosa. Bem, então, Neto veio em minha direção - na verdade em direção à porta - e ia passando batido por mim, quando disparei:&lt;br /&gt;- Você é demais!&lt;br /&gt;E mandei ver num abraço de tiete ensandecida.&lt;br /&gt;- Eu tava lá, Neto, eu tava lá.&lt;br /&gt;Ele sorriu, estufou o peito ainda mais e... entrou. Não sem antes escutar:&lt;br /&gt;- Netooo: obrigada por existir, tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história já seria boa se terminasse aí, mas foi além. E foi tudo verdade, quero deixar isso muito claro. &lt;br /&gt;Logo, os meninos do Timão se acomodaram no camarote do lugar, longe o suficiente para não se misturarem aos mortais, mas perto o bastante para ver e serem vistos. Foi de lá de cima do seu Olimpo improvisado que Neto me avistou. Sorriu. Retribui. Ele fez sinal pra eu subir. Apontei minhas 3 amigas e ele fez que sim. A patota subiu, orgulhosa. O resto da noite entre fã e ídolo foi na base do ataque x defesa. Devo dizer que, quando a adrenalina do jogo deu lugar ao torpor do uísque (pago por ele, claro), tudo ganhou a perspectiva ideal. Ele é um horror. Feio. Esquisito. E totalmente sem tato com as mulheres. Postura de já-ganhou. Fiquei, então, numa simpática retranca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, sendo sincera (sou sincera, só falo a verdade), flertando com outro do elenco. Um que não joga na linha. Se é que vocês me entendem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-419524629287050440?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/419524629287050440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=419524629287050440&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/419524629287050440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/419524629287050440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/11/juro-que-foi-assim.html' title='Juro que foi assim...'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-6828139745854870428</id><published>2008-10-25T09:25:00.000-07:00</published><updated>2008-10-27T17:05:45.260-07:00</updated><title type='text'>Não gosto</title><content type='html'>- Não gosto de beijar.  Pronto, falei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gargalhadas deram lugar a um silêncio incômodo. Alguém arriscou uma risada, mas pareceu daquelas nervosas, fora de contexto. Mas, espera, eu preciso explicar o contexto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de festa entre amigos, todos já amaciados pela bebida e por outros aditivos in natura.. Alguém propõe uma brincadeira: “Não gosto”. A mecânica era das mais simples. Confessar uma coisa que não gosta em absoluto. "Não gosto de domingos"; "não gosto de homem de pochete"; "não gosto de mulher depilada"; "não gosto de tomar banho" e por aí afora. A cada confissão, entre goles de vodca com halls, gargalhadas. &lt;br /&gt;Foi então a vez do Sandro. E foi aí que ele contou sobre o beijo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, gente, não gosto de beijar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos à história principal. O clima de descontração deu lugar ao desconforto generalizado. Dedé e Carol se entreolharam, cúmplices não-confessas na tarefa de “ficar” de vez em quando com o Don Juan da turma. Foi Danilo quem quebrou o silêncio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, Sandrão. Não gosta de beijar... sei. Não curte beijar mulher feia, né? Claro, pô, quem gosta?&lt;br /&gt;- Não, Dani, to falando em beijar, o ato de beijar. Boca com boca, troca de saliva, essas paradas. Pô, cara, não curto.&lt;br /&gt;- E por que faz? Aliás, por que faz tanto? – disse uma indignada Cris.&lt;br /&gt;- Porque é o caminho pro sexo. De sexo eu gosto. Adoro. Sou tarado por sexo, então eu beijo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedé, que até ali estava se escorando, mareada pela vodca, ficou totalmente sóbria, olhos arregalados, posição alerta. Carol foi na direção contrária: se afundou no sofá, na vã esperança de, quem sabe, desaparecer? Guilherme resolve se meter:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, mas beijar é bom... esquenta as turbinas! Como é esse lance de não gostar de beijar? Explica isso direito.&lt;br /&gt;- Ai, cara, acho meio ... nojento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ohhhh geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fora que demora, tem que ficar ali, perdendo tempo e tal. E põe língua, tira língua, mordisca, engole, e fica lá... numa enrolação só. E o que é bom mesmo, que é a transa, tem que ficar pra depois. Pô, homarada, vai dizer que vocês curtem beijar? É hora da verdade, as minas precisam saber!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedé levanta, derrubando a garrafa de Absolut, e sai pisando firme. Cris vai atrás dela, não sem antes fuzilar Sandro com um olhar cheio de ódio. Carol agarra a almofada e planta os olhos no chão. Cássio não contém a risada, mas abafa. Danilo decide tomar sua vodca num gole só. No mais, é só silêncio. Então o quieto Vinícius intervém, cara fechada e voz de trovão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E eu, que não gosto de doce?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-6828139745854870428?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/6828139745854870428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=6828139745854870428&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/6828139745854870428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/6828139745854870428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/10/no-gosto.html' title='Não gosto'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-2610228752889530557</id><published>2008-09-29T20:32:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T21:00:15.125-07:00</updated><title type='text'>Censo 2008</title><content type='html'>Tanara era uma mulher de poucas verdades absolutas. Mas uma certeza ela tinha: era preciso arrumar novos homens-cadastros. Era hora de um recadastramento completo, irrestrito. O fichário atual (atual?) cheirava a mofo e tinha a aparência velha, gasta. Diria até cansada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanara sabia o que tinha que fazer: desfazer-se daqueles amarelados e previsíveis homens-cadastros. Zerar, jogar no lixo, começar tudo de novo. Buscar fichas inéditas, dos mais variados perfis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era preciso um cadastro cultural, companhia perfeita para teatros, saraus e afins. Cadastro urgente: um corinthiano, para as ensolaradas tardes de sábado (sim, sábado, em tempos de segundona), com direito a sanduíche de pernil e palavrões à revelia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra urgência era um cadastro cinéfilo, claro, que seria requisitado em várias noites de domingo. Ah, e era preciso também um baladeiro, de preferência lindo de doer, para festas, aniversários, eventos do trabalho, de forma a servir de belo acessório junto com sua bolsa falsificada LV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fichário era sanfonado, delirava Tanara, e tinha espaço de sobra para os novos homens-cadastros que estavam prestes a serem incorporados. Haveria de caber um com pegada forte para momentos de puro prazer carnal. E outro sensível, para papos-cabeça regados à cerveja de garrafa num boteco qualquer da Vila Madalena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem mesmo a lista de apetitosos-possíveis-novos-cadastros fez Tanara esquecer a dura, crua e totalmente sem graça realidade: atualizando ou não seus pretês, a moça vivia à sombra "dO homem". Aquele que nunca curtiu teatro e fugia da badalação. Fã de Bruce Lee, um homem de beleza rude - ou de beleza nenhuma - sem tato nem paciência para papo sério. O fulano sequer torcia para o Corinthians! Pegada? bem, pegada ele tinha. Era apenas um cara. Que, vai entender, nunca se encaixou no fichário. Mas que era o dono do armário. O armário (trancado)que era o coração de Tanara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-2610228752889530557?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/2610228752889530557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=2610228752889530557&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2610228752889530557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2610228752889530557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/09/censo-2008.html' title='Censo 2008'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-3058632451806193590</id><published>2008-09-28T19:25:00.000-07:00</published><updated>2008-09-28T19:33:31.895-07:00</updated><title type='text'>Tá na cara</title><content type='html'>Mãe e filho (de 4 anos) procuram o presente perfeito para uma criança amiga.&lt;br /&gt;Enfim, a mãe acha uma camiseta moderna e diz:&lt;br /&gt;- Nossa, filho, essa camiseta é a cara do seu amiguinho, não é?&lt;br /&gt;O menino olha atentamente para a roupa, sem nada dizer. A mãe insiste:&lt;br /&gt;- É ou não é a cara dele?&lt;br /&gt;O garoto nem pisca de tanto observar a tal camiseta. Longos segundos depois, o pequeno afirma:&lt;br /&gt;- Não, não é a cara dele, mamãe. &lt;br /&gt;- Porque não?&lt;br /&gt;- Ué! cadê o olho dele, cadê o nariz dele... onde é que tá a cara dele, mamãe??&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-3058632451806193590?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/3058632451806193590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=3058632451806193590&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/3058632451806193590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/3058632451806193590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/09/t-na-cara.html' title='Tá na cara'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-3944388689133732289</id><published>2008-09-21T14:05:00.000-07:00</published><updated>2008-09-30T17:47:07.607-07:00</updated><title type='text'>O diálogo</title><content type='html'>Dentro daquele ordinário copinho plástico, aqueles de tomar café, estava o famoso e fétido líquido. A mulher de branco, comandante do evento, balançou incisivamente o copinho em direção ao meu nariz. Titubeei dois, três segundos. Tempo suficiente para criar um mal-estar entre mim, debutante no dito culto, e a mulher de branco. Mas não tinha remédio: era pegar ou correr. Agarrei o copinho barato e, numa só tacada, levei-o à boca, esperando pelo pior (minha amiga Cinthia já havia me alertado: "bebe duma vez, hein? Nem dê chance da bebida passar pela língua. É ruim como o diabo!"). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chá desceu rasgando pela minha garganta. Mas, nada tão horrível assim. Um mix de boldo com conhaque barato e morno... urina deve ter esse gosto. Bom, talvez seja mesmo muito ruim. Não à toa, seguindo a mulher de branco, vem sua assistente com uma bandeja forrada de uvas-itália. Santa e doce uva-itália&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher de branco continuou a distribuição de ayauaska, embalada por uma música estranha, composta só de batuques primitivos e vocais guturais. Sentados obedientes no chão da aconchegante sala estavam os participantes do culto. Umas 15 pessoas, de todos os tipos, raças, credos e posturas frente àquela experiência mística. Muitos, macacos-velhos da arte de tomar o líquido sagrado - e, portanto, relaxados. Outros, e eu me incluo nessa turma, estreantes. Pessoas de olhos arregalados, apertando as mãos, pensando seriamente em sair correndo dali. Verdadeiros “cabaços”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que o gosto ruim sumia da boca, a tensão diminuia. O mais difícil já estava feito: entornar o tal chá. Me encostei na parede e cerrei os olhos, à espera de alguma alucinação, um recado do Além, a visita da minha avó, sei lá. Nada. Olho em volta em busca de alguém tendo convulsões. Nada. De diferente, apenas a assistente da mulher de branco que, terminada a função das uvas, estava agora colocando cestos ao lado das pessoas (minha amiga Cinthia também já tinha me contado a respeito dos tais cestos e do festival de vômitos que o chá promove: “um show de horror”, ela disse). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo calmo até ali. Então resolvi me enrolar no edredom que trouxe especialmente para o evento e tirar um cochilo. Dormi quase que instantaneamente, coisa raríssima. Mas não durou muito... um enjôo esquisito foi tomando corpo a ponto de me despertar por completo. Logo me pus em posição estratégica: ereta, bem ao lado do meu cestinho, pronta para a lambança. O mal-estar cresceu. Nada de golfar. Olhei para os lados e nem sinal da calmaria de minutos atrás. O cenário era bizarro, para dizer o mínimo. Metade dos meus colegas de culto estavam soltando urros homéricos ao mesmo tempo em que colocavam os bofes pra fora. A outra metade parecia em vias de seguir o mesmo caminho: olhos fechados, as pessoas ensaiavam caras e bocas estranhíssimas, como numa aula esdrúxula de expressão corporal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa altura, o enjôo era descomunal e corri para o banheiro mais próximo, na esperança de aliviar meu desconforto fazendo o que, costumeiramente, faço nessas ocasiões: enfiar o dedo médio na garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedo novamente goela adentro. Sempre funciona. Mas não naquele momento. Estranho... E foi aí que ouvi a voz pela primeira vez:&lt;br /&gt; - Não vai adiantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei imediatamente e procurei por uma caixa de som. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vai dar certo hoje. Pode voltar pro seu lugar e conviver com esse enjôo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sem encontrar a caixa de som, resolvi responder.&lt;br /&gt;- Tô passando mal. Vou resolver isso duma vez.&lt;br /&gt;- Não, não vai. Desta vez, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei de procurar a caixa. Até porque cheguei a uma conclusão assustadora: a voz que falava comigo era igualzinha a minha. Era eu falando comigo mesma. E respondendo pra mim mesma. Será que essa conversa se encaixa no que chamamos de diálogo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisti do recurso dedo na garganta e voltei pro meu cantinho. Mal acabei de me acomodar debaixo do edredom, quando me ouvi de novo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não pode simplesmente terminar com o incômodo quando bem entender, mocinha. As coisas precisam ter um início, um meio e um fim. Colocar o dedo na garganta interfere num processo muito importante, entendeu? É uma farsa. A farsa do falso alívio. Você resolve por conta própria que é hora de terminar o sofrimento, vai lá e ... fim? E quem te disse que era hora de terminar? Quem disse que não era preciso sentir um pouco mais de incômodo? Quem te disse que era realmente o fim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz continuou seu sermão implacável:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sua ansiedade não te permite viver as relações até o esgotamento pleno. Você interrompe, achando ser o melhor a fazer, não é? O que você não sabe é que o final verdadeiro, aquele que vem naturalmente, é infinitamente mais reconfortante. Olha só...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti um líquido quente subir lentamente até a garganta. Peguei meu cesto e, tranqüila, vomitei. Coloquei tudo pra fora. O ayauaska, o mal-estar, a ansiedade, o medo. Lavei a alma por meio daquele jato nojento e irregular. Por fim, veio a sensação de limpeza. A certeza de que tudo de ruim tinha terminado. E terminado bem. Era o fim. De verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirei, aliviada, feliz até. Foi o melhor vômito de todos os tempos. &lt;br /&gt;Grande Hugo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz resolveu continuar sua lição de moral calcada na metáfora do vômito provocado versus a ansiedade que antecipa o fim. Mas o sono era maior do que a vontade de escutar. Me mandei calar a boca e engatei num sono profundo. Cheio de psicodelismo. Bem anos 70.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-3944388689133732289?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/3944388689133732289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=3944388689133732289&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/3944388689133732289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/3944388689133732289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/09/o-dilogo.html' title='O diálogo'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-99891219659939367</id><published>2008-09-15T20:23:00.000-07:00</published><updated>2008-09-17T16:23:14.278-07:00</updated><title type='text'>Papo calcinha</title><content type='html'>Amiga, manda uma mensagem pra mim no orkut? &lt;br /&gt;É, tipo bem alegre... Alto astral.&lt;br /&gt;Então, falando tipo... sobre uma balada. Inventa uma boa. Da moda. &lt;br /&gt;Ah, já sei... melhor ainda: escreve sobre a viagem que a gente vai fazer com a galera... Não, anta, não tem viagem nenhuma. Inventa. E deixa no ar que vão uns carinhas, sabe? Que a gente vai zoar até... &lt;br /&gt;Amiga ... Escreve! Faz isso por mim. Capricha... Ele vai ter um troço. &lt;br /&gt;Ai, vai ser tão bom... Eu preciso disso, amiga. &lt;br /&gt;Eu sei, eu sei. Acabou. Mas eu preciso disso. Pra seguir do frente.&lt;br /&gt;Eu preci... &lt;br /&gt;É ridículo, eu sei, mas...&lt;br /&gt;Eu preciso.&lt;br /&gt;Eu, eu... preciso dele. De volta. &lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Amiga... eu preciso de colo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-99891219659939367?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/99891219659939367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=99891219659939367&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/99891219659939367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/99891219659939367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/09/amiga-manda-uma-mensagem-pra-mim-no.html' title='Papo calcinha'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-7585369198409627062</id><published>2008-08-17T21:30:00.000-07:00</published><updated>2008-08-17T21:31:37.713-07:00</updated><title type='text'>Jóia Rara</title><content type='html'>Ele acabara de dizer “a” frase. A tal, que volta e meia fazia as honras na vida de Raquel, sempre em momentos estratégicos, quando tudo parecia ir maravilhosamente bem. Bem até demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é uma mulher rara, tipo uma mosca branca. Tenho medo de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa era “a” frase. O ineditismo ficou por conta da expressão “mosca branca”. Mas o “medo de você” era manjadíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel bem que tentou, mas não houve jeito: revirou os olhos, sinal claro de que aquele papo era pra lá de familiar. Com o maxilar travado, sentindo a boca secar instantaneamente, começou um origami patético com o guardanapo da mesa do bar. E resolveu fugir dali. Em pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi muito longe. Voltou alguns meses, talvez um ano, numa sessão de cinema privê com seu “prospect” da época. Vinho argentino, filme espanhol, tudo caminhando para uma noite calientíssima. Mas então veio “a” frase: &lt;br /&gt;- Você me dá medo, sabia?&lt;br /&gt;- Ahn? Como assim?&lt;br /&gt;- Não é medo, medo... você é muito pra mim. Sei lá. Não consigo administrar e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel dobrou mais uma vez o guardanapo e cerrou os olhos, em busca de alguma boa lembrança que, definitivamente, a tirasse daquele embaraço. Rememorou um dia quente de verão, no escritório, nos idos de 2005. Tinha recebido um email do ex-amigo, que tinha virado amante e que dava pinta de ser seu mais novo namorado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem começava assim:&lt;br /&gt;- Quel, Quel! Você é uma Ferrari...&lt;br /&gt;Uau, pensou Raquel. Ajeitou-se na cadeira, toda-toda, enrolando os cabelos com os dedos, para continuar a leitura:&lt;br /&gt;- E eu sou, tipo assim, um Rubinho Barrichello. Não sei pilotar uma Ferrari, Quelzinha. Simplesmente não sei. Vexame, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel sentiu seu estômago revirar e então foi despertada pela voz do paquera no bar:&lt;br /&gt;- Você tá legal? Raqueeel? Quer mais um chope ou alguma outra coisa?&lt;br /&gt;- Me dá um gole da sua H2o?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorveu o líquido insosso e, ao senti-lo queimar as entranhas, lembrou da conversa que teve com o dito homem-da-sua-vida, em julho de 2006. Podia até se lembrar da data e hora exatas, enfim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas, Gustavo... Você até queria se casar comigo e, do nada, pulou fora. Voltou pra sua primeira namorada... eu, eu... desculpa. Mas eu só queria entender. Pra poder seguir com a minha vida, sabe? Queria saber onde eu errei. Quero me livrar disso...&lt;br /&gt;- Você não errou em nada, minha linda. Eu... sei lá... Quer saber? Eu me sentia ameaçado. Do seu lado eu era o namorado da Raquel. Com a Camila, eu sou o Gustavo! O homem da vida dela. &lt;br /&gt;- Mas você é... você era o homem da minha vida! &lt;br /&gt;- Você dizia isso, mas como eu podia acreditar? Você tinha sua casa, seu carro, sua carreira, sua independência. Pra que ia precisar de mim? E eu começando um trabalho novo, ainda batalhando pelas minhas coisas... Vê? Eu me sentia um qualquer do seu lado. A verdade, gata, é que você me deu medo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel sentiu a H2o voltar pela garganta. Tentou tapar a boca e evitar o desastre. Mas a bebida voltou com a força de um tsunami. Explodiu entre os dedos, pelo nariz, atingindo um raio recorde de vários metros. Foi um Deus nos acuda. &lt;br /&gt;Num misto de vergonha, desespero e ira, Raquel levantou-se. Mas antes de ir, enxugou a boca na manga da cara blusa que vestia e disparou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mosca branca a putaqueopariu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-7585369198409627062?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/7585369198409627062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=7585369198409627062&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7585369198409627062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7585369198409627062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/08/jia-rara.html' title='Jóia Rara'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-729663791107376685</id><published>2008-08-17T20:39:00.000-07:00</published><updated>2008-08-17T20:41:48.713-07:00</updated><title type='text'>A frase</title><content type='html'>Tudo o que uma mulher quer ouvir é “eu cuido de você”. &lt;br /&gt;“Eu cuido de você” fala mais fundo do que “eu te amo”, “estou apaixonado por você” ou “você é a mulher da minha vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu cuido de você” tem profundidade, responsabilidade, doçura, envolvimento sem barreiras. “Eu cuido de você” sugere futuro, segurança, compromisso. E um bem-querer absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher quer ser cuidada, não venerada.&lt;br /&gt;A veneração tem data de validade, o cuidado é perene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres, mesmo as independentes, precisam se sentir protegidas. Precisam de alguém que cuide delas. E cuidar não requer muita coisa. Pode ser um sorriso na hora certa, um segurar as mão com mais força, um olhar definitivo, aquele de cumplicidade, de pode contar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidar traz consigo uma hierarquia, sim. O mais forte cuida do mais fraco. Mas quem disse que as mulheres têm problemas com isso? Certamente nenhum. Sabemos a fortaleza que temos dentro de nós, mas não abriremos mão nunca de um cuidado oferecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu cuido de você” é uma frase que faz qualquer homem parecer maior. Depois dela, o abraço fica mais gostoso, o colo é de um aconchego indescritível. Fácil, lágrimas brotam dos olhos das mulheres que escutam “eu cuido de você”. Porque com a declaração vem, sempre, uma sensação de enfim, meu coração pode bater mais tranqüilo. Chega de procurar, enfim aqui está aquele que eu tanto esperei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu cuido de você” é o ápice do envolvimento. É onde nós, mulheres, queremos chegar. E onde os homens que experimentam o amor verdadeiro vão chegar um dia. Mesmo eles vão sentir, nessa hora, uma paz infinita. É naquele momento que as almas realmente se encontram. E que os papéis são definidos. Papéis que se perderam com o tempo, mas que nunca deixaram de ter sua mágica única.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-729663791107376685?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/729663791107376685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=729663791107376685&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/729663791107376685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/729663791107376685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/08/frase.html' title='A frase'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-2142971459006229083</id><published>2008-08-01T21:40:00.000-07:00</published><updated>2008-08-01T21:42:02.810-07:00</updated><title type='text'>Sorte ou azar</title><content type='html'>Morreu o tio Jovino. Madrugada de sexta para sábado. Incrível como morre gente no final de semana. Deve ser algum bem-bolado entre o Todo-Poderoso e o poder capitalista, em nome da produtividade. O proletariado espera com tanta fé por um veloriozinho em pleno expediente... mas qual o quê...Bom, como estava dizendo, tio Jovino se foi. E seu velório estava previsto para durar o sábado todo. Um sábado ensolarado. Um tremendo desperdício, enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família Martins logo se organizou. Armou um rodízio, de forma que sempre alguém do clã estivesse presente no evento, digamos assim. A matriarca se prontificou para ir na primeira leva, de posse de uma garrafa de café “passadinho naquela hora”. Carol, amuada, topou ajudar no esquema, desde que fosse da turma do final do segundo tempo, lá pelas quatro da tarde, um pouco antes do enterro. Pela importância do momento, e pelo ibope que dá, resolveram que Carol deveria ir com o pai. Time reforçado. Fariam uma bela dupla. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho para a função, Carol lembrou que até simpatizava com o tio morto. Era uma presença serena, uma existência quase nula. Gostava disso. Já a tia Zélia, ah, aturá-la era um parto. Natural. À fórceps. Inevitável no Natal, nas festas de casamento - e nos enterros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cemitério estava bombando (comprovando a tese que abre essa crônica). E o velório do Tio Jovino era um dos mais populares. Senhorinhas de preto, com seus indefectíveis leques rendados, dividiam espaço com senhores curvados – e castigados - pela idade. Destoando, algumas crianças passavam correndo e gritando, alheias aos protocolos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena se tornava fúnebre mesmo bem perto da entrada de velório. Sob o sol forte, o cheiro das coroas de flores era quase insuportável – se a morte tem cheiro, é esse. Por que, afinal, flor no cemitério não exala perfume, e sim fedor? &lt;br /&gt;Absorta em pensamentos botânicos, Carol penetrou o recinto cumprimentando as pessoas em modo automático. Avistou a viúva e, junto com o pai, fez fila para as condolências oficiais. Na sua vez, Carol assumiu a expressão default de luto. Arqueou as sobrancelhas - sinal inequívoco de tristeza -baixou a voz um tom e sussurou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tia Zélia... sinto muito.&lt;br /&gt;- Ah, minha filha, minha filha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebeu um abraço forte. E uma fungada bem ao pé do ouvido. Desvencilhou-se, cuidadosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô, tia... tsc, tsc, tsc... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ter o que dizer, Carol ainda pensou quão providencial seria um pequeno manual com frases feitas para ocasiões como aquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando sobre o ombro da sobrinha, como que procurando algo ou alguém, tia Zélia enxugou as lágrimas e lascou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ué, Carolzinha, cadê o Duda?&lt;br /&gt;- Bom, tia... acabou. O namoro acabou... er... &lt;br /&gt;- Filha, filha – segurando as mãos de Carol, penalizada – tadinha, Carolzinha... você não tem mesmo sorte no amor, né? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fila do cumprimento ganhou forma e, sem cerimônia, uma das senhorinhas do leque rendado empurrou Carol dali. Foi então que ela viu o cadáver.&lt;br /&gt;Tio Jovino. Mais inerte do que nunca. Paletó de quinta – o mesmo usado nos últimos 5 casamentos da família - e uma inédita boca murcha. Tio Jovino. Mortinho, mortinho. &lt;br /&gt;Carol não evita um sorriso de canto de boca ao pensar que a azarada ali era a Tia Zélia. Viúva Zélia. Uma vida inteira dedicada a um único homem. E esse homem estava agora morto. Se foi. Acabou. E ela está sozinha. Que falta de sorte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi passando e Carol permaneceu ali, ao lado do tio. Do sorriso sarcástico, não sobrou sombra. O olhar se perdeu, os ombros caíram. A postura era pura pena. Vez ou outra, ela suspirava profunda e ruidosamente. Até que, na iminência de fechar o caixão, ela desabou no choro. Um choro sentido, desesperado. Bonito de se ver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela era muito ligada ao tio... – comentou o pai, orgulhosíssimo, para a pequena platéia presente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-2142971459006229083?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/2142971459006229083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=2142971459006229083&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2142971459006229083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2142971459006229083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/08/sorte-ou-azar.html' title='Sorte ou azar'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-2839405996011480521</id><published>2008-07-19T14:39:00.000-07:00</published><updated>2008-07-19T15:10:07.699-07:00</updated><title type='text'>Vôo de coração</title><content type='html'>Da poltrona 14b, Nádia esticava o lindo pescoçinho, aflita. O vôo era para Brasília, e vôos para Brasília eram especialmente interessantes. Principalmente para ela, que tinha uma convicção na vida: iria encontrar o homem da sua vida “nos ares”. E Nádia sabia exatamente como começou essa certeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era menina-moça, 13 anos, seios ainda em formação, boca virgem, como era todo o resto. Numa "Sessão da Tarde" qualquer, ela se encantou com um filme. A mulher, desgostosa da vida, tomou um avião de volta para sua terra natal. No auge da sua desesperança (tinha rompido com o dito amor da sua vida), mal notou o homem que sentou ao seu lado. Resumo da trama: entre turbulências e silêncios constrangedores, os dois se apaixonaram. A 300 mil pés de altura, em parcos 90 minutos de vôo. Daquela tarde em diante, Nádia via, em cada trecho voado, uma oportunidade mágica de, finalmente, ser feliz no tal jogo do amor. Pensou até em ser aeromoça, mas a taquicardia que sentia toda vez que pisava dentro de um avião a fez recuar. O que podia fazer (e fez) foi arrumar um trabalho que a colocasse constantemente em altitude de cruzeiro. Representante comercial de uma grande empresa. Era, no mínimo, uma viagem por semana – e uma vez por semana ela se dispunha a sofrer um pouco. Já se passavam 2 anos nessa função. Nada do grande amor acontecer. E nada de passar o medo de voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília era sempre uma excelente pedida. 95% dos passageiros eram homens. 80% engravatados. Nadia, definitivamente, gostava dos almofadinhas. Dessa vez ia acontecer, ela tinha certeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessantes espécimes masculinos passavam pelo corredor, olhando seus tickets e conferindo seus lugares. Um, muito charmoso, depois de ficar em dúvida perto da fila 14, (e deixar Nádia sem fôlego) sentou-se na 13. Dois rapazes, lindos, diminuiram o passo quando viram Nádia. Cochicharam entre si, sorriram, mas passaram direto – eram da turma do fundão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fluxo de passageiros estava rareando, e nada de aparecer seus companheiros de fileira. Fazia 6 meses que Nádia tinha mudado a tática: desde então, pedia a poltrona do meio (“pra aumentar as chances”, ela explicava às amigas, que acompanhavam sua saga, entre risos e suspiros de pena da pobrezinha). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ajeitar sua bolsa sob seus pés, Nádia escutou uma voz grave: - “licença?”. &lt;br /&gt;Seus olhos radiografaram demoradamente aquele corpo grande e másculo, vestindo um impecável terno azul escuro. Se ateve no peitoral desenvolvido do rapaz, até chegar ao rosto. E que rosto. Maxilar quadrado, barba cerrada, sorriso encantador e olhos escuros acompanhados de cílios grandes. Era um conjunto incrivelmente sedutor.&lt;br /&gt;Com dificuldade, Nádia levantou-se. Tentou um sorriso sexy e respondeu, em tom baixo: - “pois não”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que Nádia viu. Atrás do tal estava uma mulher alta, magra, cabelos curtos, rosto perfeito. E de mãos dadas com o ex-futuro amor de Nádia.&lt;br /&gt;- Querida, vá você na janelinha, eu fico no corredor. – e virou-se para Nádia, mais sedutor que nunca. - A não ser que a moça troque de lugar comigo.&lt;br /&gt;- Claro, claro...&lt;br /&gt;- É que eu morro de medo de avião, preciso segurar a mão dele pra me acalmar. – disse a modelão, mostrando dentes alvos e, como ela, perfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nádia abriu espaço para o casal, enquanto sentia seu rosto arroxear. Os ombros despencaram, dando a Nádia a figura da própria derrota. Uma cena de dar dó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília nunca foi tão longe. Folheando sem ler a entediante revista de bordo, Nádia esforçava-se para não fixar o olhar nas mãos entrelaçadas dos pombinhos ao lado. Era muito azar, remoía. Nem era falta de sorte. Era azar, dos grandes. Nunca, nunca, tivera a oportunidade de se sentar ao lado de algum homem interessante nos vôos semanais que fazia. Eram hordas de velhos, ou gordos, ou ensebados. Quando não eram tudo isso junto. Houveram muitos nerds com seus notebooks, muitos rapazinhos cheios de espinhas na cara, dezenas de crianças agitadas e barulhentas. Mulheres? De todas as formas e tamanhos. Já tinha se empolgado algumas vezes, mas a euforia passava logo: eram gays. Interessados, sem exceção, nos comissários de bordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um azar enorme. Melhor rever sua tática. Mudar de emprego. Trabalhar com internet e desistir dos vôos. E dos homens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta para São Paulo, Nádia não se preocupou com maquiagem. Nem se esmerou em escolher a melhor roupa. Até esqueceu de colocar perfume. De cara limpa, tailler cinza-Brasília, envelheceu 10 anos. Fez o check-in sem ânimo, mais preocupada em checar emails no seu Blackberry. A atendente, solícita:&lt;br /&gt;- Janela ou corredor?&lt;br /&gt;- Tanto faz. O vôo tá no horário, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça fez que sim e, antes de assinalar a poltrona daquela passageira tão insípida, ouviu o comando vindo de seu discreto “ponto”, colocado estrategicamente em sua orelha esquerda:&lt;br /&gt;- Põe essa aí do lado de um bonitão. Perigo zero.&lt;br /&gt;A atendente olha a tela do computador. A figura de um avião, quase lotado, tem poltronas em cores diversas. Assinala a 9C, que ganha a cor pastel. Na 9B, uma poltrona azul-celeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe dali, na CAF (Central das Aeroviárias Felizes), o trabalho ferve. Centenas de moças, barulhentas e muito maquiadas, falam alto em seus telefones pendurados na orelha, enquanto apertam os olhos, atentas às imagens geradas por câmeras instaladas nos check-ins de vários aeroportos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho aumentou muito nos últimos anos, reclamaram na última reunião do sindicato. O número de mulheres bonitas viajando sozinhas - ou seja, concorrentes - cresceu consideravelmente. Não estava fácil garantir que os melhores partidos do país estivessem sempre disponíveis para as aeromoças e demais profissionais do setor aeronáutico. Era preciso reforços. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo bem da aviação nacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-2839405996011480521?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/2839405996011480521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=2839405996011480521&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2839405996011480521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/2839405996011480521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/07/vo-de-corao.html' title='Vôo de coração'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-3303488685574907972</id><published>2008-07-13T18:58:00.000-07:00</published><updated>2008-07-13T19:00:16.451-07:00</updated><title type='text'>Pipi-room</title><content type='html'>- Maaass – cuu – li – no. Masculino!&lt;br /&gt;- Isso, filho, e agora lê o outro.&lt;br /&gt;- Feee – miii – niii – no. Feminino!&lt;br /&gt;- isso mesmo... agora você já sabe onde entrar.&lt;br /&gt;O menino de 6 anos, descobrindo, maravilhado, o mundo das letras, concorda. Confiante, segue para a porta do banheiro feminino. O pai fica confuso.&lt;br /&gt;- Opa, opa... filhão, onde ‘cê vai? &lt;br /&gt;- Ué, vou no banheiro! &lt;br /&gt;- Mas neste???&lt;br /&gt;- É! Fe-mi-ni-no. Minino, pai. Eu sou minino, não sou? Então...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-3303488685574907972?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/3303488685574907972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=3303488685574907972&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/3303488685574907972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/3303488685574907972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/07/pipi-room.html' title='Pipi-room'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-7059702596657571579</id><published>2008-04-28T16:00:00.000-07:00</published><updated>2008-07-19T15:18:24.341-07:00</updated><title type='text'>Ãhn?</title><content type='html'>Ela olhou para o lado e viu seu esposo dormindo, lívido. Esposo... Não conseguiu deixar de rir. Era o terceiro dia da lua-de-mel e ainda achava esquisito chamar o Augusto de esposo. Ou de marido. Tanto fazia. Era realmente estranho.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A brisa que balançava as cortinas do belo quarto 5 estrelas, e o barulho constante e agradável das ondas do mar, lembraram Eugênia de que eles estavam ali, em Salvador, para celebrar o matrimônio. Afinal, era esse o propósito da lua-de-mel, já que a história de consumação não cola há décadas. Não fosse a intoxicação alimentar (“maldita lagosta”, Augusto dizia, entre náuseas e golfadas), talvez eles estivessem andando de mãos dadas sob as estrelas e a proteção de Nosso Senhor do Bonfim. Talvez. Mas nada, nem o santo, mudaria o pensamento recorrente. Um pensamento que vem a acompanhando desde que o avião pousou em solo baiano: ela queria o divórcio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou novamente para Augusto, largado na cama, a cabeça amparada por uma toalha – just in case. Em profundo silêncio e total ignorância, ele dormia. Não tinha a vaga idéia de que ao seu lado, sua recém-esposa ruminava a idéia da separação. Mas Eugênia não tinha dúvida. Ela queria o divórcio. Só faltava decidir como e quando pedir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acarinhou a barriga e olhou seu perfil no espelho próximo à cama. A gravidez entrava em sua 14ª. semana, os enjôos cessaram e a fichava começava, finalmente, a cair. Grávida. Casada. Apavorada, entregava a fisionomia tensa que refletia no espelho. Terminar um casamento aos 3 minutos do primeiro tempo não estava nos seus planos. Não queria ser taxada de leviana. Mas existia palavra melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Eugênia soube que estava grávida, Augusto riu da choradeira da namorada, abraçou-a forte e disse, aparentemente despreocupado: “a gente casa e pronto, amor”. O efeito tranqüilizador daquela frase foi vapt-vupt. Eugênia secou as lágrimas e fitou o namorado, chocada. Aquilo era inesperado. Na verdade, um tremendo ato romântico, ainda mais vindo de um economista especialista em planilha Excel e que um dia teve a pachorra de dizer: “defina saudade...”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da longa noite dos 5 testes de farmácia, até a cerimônia propriamente dita, foi um estalar de dedos. Pelo menos na percepção alterada de Eugênia. Cheia de hormônios, de fome, de enjôos e sono, ela não se lembra direito porque escolheu aquele vestido cheio de bordados e camadas, tão diferente do modelo tomara-que-caia e justo, que desenhava desde menina. Também custa a entender como a lista de convidados bateu a casa das 4 centenas de pessoas, se o seu sonho era algo menor, para poucos e bons. Foi só no vôo a caminho da Bahia que ela parou para se perguntar: quem tinha escolhido strogonoff como prato principal do jantar de casamento, se ela nem gosta de strogonoff?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Augusto se ajeitou na cama à procura da mão de Eugênia. Apertou-a com um tantinho de força. Eugênia sentiu seu coração acelerar. E seus olhos marejaram. Talvez ela pudesse esperar um pouco. Depois que o filho deles nascesse. Claro, depois disso. Deitou-se ao lado de Augusto, aninhando-se ali. Podia esperar, sim, mas não por muito depois. A criança não pode se apegar demais ao pai, analisou. Assim que chegasse em São Paulo, daria uma “googlada” sobre qual a menos pior fase para se pedir o divórcio, do ponto de vista dos filhos. Faria isso, logo que chegasse no apartamento. Deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para o marido (era muito esquisito chamar Augusto de marido, definitivamente) e lembrou da noite da concepção. Vinho, muito vinho, um fracassado fondue, que grudara na panela, risadas exageradas, beijos e mais risadas, beijos e mais beijos, uma vontade maior que a prudência e a promessa vã: “eu tiro antes, eu juro que eu tiro, amor...”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leviana. Era essa a palavra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-7059702596657571579?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/7059702596657571579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=7059702596657571579&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7059702596657571579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/7059702596657571579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/04/hn.html' title='Ãhn?'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-6153693071497249234</id><published>2008-04-05T07:29:00.000-07:00</published><updated>2008-04-05T07:36:26.031-07:00</updated><title type='text'>O Pacto</title><content type='html'>O trato era o seguinte: deixar que as mulheres escolhessem. Simples assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum dos 4 poderia paquerar determinada menina na balada. Os amigos tinham que eleger uma turma de garotas (sempre 4 ou mais), chegar junto, trocar idéias e esperar. Tinha que partir delas a escolha do seu par. E ninguém podia dar pra trás. A idéia veio do Juninho, o mais sem graça da turma – meio óbvio – mas foi bem aceita pelos demais: Pimenta, Cris e Nando. Aos que questionavam o pacto, alertando pro risco de um deles pegar uma tremenda baranga, Juninho sacava o lema: “Quem come de tudo, tá sempre mastigando”. Fazia sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite, a festa prometia. O flyer vendia bem o peixe, destacando em letras coloridas: “Balada das Academias – as melhores academias da Zona Sul numa noite pra lá de quente”. A moçada caprichou na vestimenta, nos acessórios e até na água de colônia, em doses mais que generosas. Chegaram na danceteria e logo se posicionaram num canto próximo ao bar, outra de suas artimanhas. Ou era ali, ou perto do banheiro das garotas, facilitando o approach. Juninho foi logo lembrando: “um por todos e todos por um, sem sacanear, trapacear, nada, falei?”. “Pô, Juninho, tamo no esquema, fica tranqüilo, rapá!”, disse Nando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Radares ligados, era hora da escolha do time adversário, dificultada pela mania de garotas andarem aos pares – isso definitivamente atrapalhava os planos. Mas então o Pimenta deu o alerta: “Quatro, ali, perto do DJ”. O jogo começara. Não que a equipe escolhida fosse só de craques... tinha uma loira bem apanhada, uma mulata tipo gostosa, outra moreninha mignon e sem sal e tinha, claro, a patinho-feio da turma. Sempre tinha. Era o risco que se corria. Mas, “quem come de tudo...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meninos deram o bote, oferecendo cerveja e se apresentando. Sorrisos pra lá e pra cá sinalizavam empatia do grupo. Mas a coisa não andava. Segundo o pacto dos garotos, não se podia monopolizar a conversa num primeiro momento. O papo tinha que ser coletivo, todos falando em doses iguais, até que as garotas começassem a seleção. Geralmente acontece assim: quando tem interessa, a menina aproveita a “deixa” do seu eleito e estende aquele assunto, colocando sua mão sobre o braço do cara, se posicionando ao seu lado. Sempre ficava muito claro. Então os demais entendiam que aquela já tinha “dono” e esperavam pela sua vez. Isso acontecia, digamos, até os 10 minutos do 1º. tempo. Quinze, no máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, naquela noite, o papo grupal parecia não ter fim. Ninguém fazia o primeiro movimento e as coisas estavam saindo do controle. A ponto do próprio Juninho propor irem ao banheiro. “Vocês sempre vão ao banheiro juntos? Achei que fosse coisa de mulher...”, riu Denise, a cobiçada mulata-das-coxas-grossas. “É a cerveja fazendo efeito sincronizado”, explicou o CDF da turma, Cris, ajeitando os óculos em tom professoral. E lá se foram, intrigados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ausência dos rapazes, as meninas, mais que depressa, armaram uma mini-reunião emergencial ali mesmo, ao lado da caixa de som. “Genteeee! Que babacas. Os caras não fazem nada...”, gritou a loira.  “Assim fica difícil, Dê. Como a gente vai saber quem é a preferida de quem?”, perguntou aflita a morena baixinha. “Vai ver eles tão confusos, por isso o banheiro coletivo”, argumentou a feia. Denise armou-se da pose de líder ao dizer: “Isso nunca aconteceu, é verdade... mas não vamos mudar nosso pacto por causa de um bando de boiolas! Vamos é mudar de alvo”. Aprumando o radar, ela levantou a cabeça e “varreu” a balada com os olhos. “Ali. Cinco. Perto do camarote. ´Bora”, ordenou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bete, a menos provida de beleza, se pôs à frente das garotas e lembrou, solene: “Maaaas... trato é trato. Nada de trapacear, jogar charme pra um só, essas coisas. Chances iguais. Uma por todas...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “E todas por uma!”, gritaram em coro as amigas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá se foram: predadoras no papel de caça indefesa. Sempre dava certo e naquela noite não devia ser diferente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-6153693071497249234?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/6153693071497249234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=6153693071497249234&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/6153693071497249234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/6153693071497249234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/04/o-pacto.html' title='O Pacto'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3530457276068394129.post-906554887845579186</id><published>2008-03-17T06:14:00.000-07:00</published><updated>2008-03-17T08:12:15.962-07:00</updated><title type='text'>Pouco gelo</title><content type='html'>Era seu primeiro natal com a família da nova namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motivo suficiente para se apoiar na bebida, velho truque de socialização. O problema era saber dosar a muleta etílica. Começou com a companheira cerveja, amiga dos sábados à tarde depois do futebol. De tão amiga, a loira sequer fez cócegas. Só serviu pra matar a sede e pra mostrar a dura realidade: a ceia se aproximava e nada dele se enturmar. Resolveu apelar para o uísque. Não que gostasse. Nem se lembrava do dia em que tinha tomado uma dose. Formatura do primo? Hum, talvez. Tinha perdido a memória naquele dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitou o copo oferecido pelo sogro. Gelo? - perguntou o homem. Pouco, respondeu o rapaz, achando que era a resposta mais acertada. Sorveu a bebida, ainda quente, e lutou bravamente pra não entregar numa careta a pouca familiaridade com o scotch. Sorriu e deu outro gole, este maior. A bebida desceu rasgando, mas o gosto não parecia tão ruim, pensou. Uma sensação de quentura atingiu seu rosto quase que instantaneamente e ele imaginou ser aquilo um bom sinal. Mais uma golada e o copo ficou vazio, a não ser pela pequena pedra de gelo que nem tinha começado a derreter. A namorada, solícita, serviu-lhe outra dose, generosa demais. Ele mais uma vez bebeu sem requinte algum. Queria logo se sentir “em casa” e, afinal, era quase meia-noite.  No terceiro copo, resolveu ir ao banheiro, mas faltaram-lhe as pernas. Voltou a se encostar na parede e começou a rir baixinho daquela situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que tivesse se enturmado, mas ele estava tão à vontade com aquela sensação de torpor que nada poderia atingí-lo. Nem os cochichos das tias de Piracicaba, que apontavam pra ele sem cerimônia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Atenção, atenção, pessoal! Gritou o sogro, batendo com o garfo do peru na garrafa de champanhe – Ta chegando a hora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família, como que ensaiada há anos, fez silêncio e formou uma grande roda em volta do anfitrião. O rapaz então tomou seu lugar, feliz por não ter que se locomover muito de onde estava. Se bem que a falta da parede se fez sentir e ele deu dois passos pra frente e um pra trás. Riu de si mesmo, mas se conteve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso começou com um Pai-Nosso. Todos em coro, compenetrados. E o rapaz, de olhos fechados, percebeu que o mundo gira de verdade. Abriu rapidamente os olhos, com medo da montanha-russa que virou sua cabeça e logo escutou seu nome. Todas as cabeças se voltaram para ele, que sorria sem pudor. Deu tempo de escutar o sogro dizendo algo como “...feliz por conhecer finalmente o homem que conquistou o coração da Anete”. Todos bateram palmas, animados. Anete apertou a mão do namorado com força e abriu um largo sorriso. O pai dela continuou: “Espero que este relacionamento dê frutos e aumente ainda mais nossa família, se é que você me entende...”, e piscou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cochichos e risinhos tomaram conta do ambiente e logo depois veio o tal silêncio perturbador de que tanto falam. O rapaz sentiu vários olhares sobre ele e entendeu a deixa. Era preciso falar alguma coisa. Pigarreou e foi logo dizendo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode deixar, sogrão, que seu neto já está no meu saco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caiu na gargalhada. A namorada soltou sua mão para levá-la à boca, horrorizada. Muitos na sala fizeram o mesmo. Outros olharam imediatamente para o pai de Anete, solidários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O moço continuou a gargalhar, num ataque de riso incontrolável. Dois primos adolescentes de Anete também fizeram coro, se dobrando de tanto rir. Um deles ainda teve fôlego pra gritar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uhu, até que enfim um Natal interessante. Bem-vindo à família, primão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje, nas festas dos Souza, o rapaz recusa terminantemente o uísque, oferecido com insistência pelos tais primos. Não que tenha plena consciência do que aconteceu naquela fatídica noite. Perdeu completamente a memória depois do segundo copo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3530457276068394129-906554887845579186?l=renataruffato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://renataruffato.blogspot.com/feeds/906554887845579186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3530457276068394129&amp;postID=906554887845579186&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/906554887845579186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3530457276068394129/posts/default/906554887845579186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://renataruffato.blogspot.com/2008/03/papai-noel.html' title='Pouco gelo'/><author><name>Renata</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
